contra-esquerda

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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Porque os carros são caros no Brasil?


É uma constatação muito triste e ao mesmo tempo revoltante: o Brasil, que é um país subdesenvolvido, tem automóveis mais caros do que em países desenvolvidos. Isso aparentemente não faz o menor sentido. Afinal, se somos mais pobres, deveríamos pagar menos pelo mesmo produto. Mas não é isso que ocorre na prática e os motivos são vários. Para se ter uma ideia, na Europa um carro popular custa aproximadamente uns 13 mil Reais. Aqui no Brasil para conseguirmos comprar um popular "pelado" (com itens básicos) temos que desembolsar cerca de 30 mil Reais, o que na Europa daria para comprar um Honda Civic top de linha tranquilamente. Vejamos alguns motivos para essa enorme disparidade de preços:

1- Altos impostos:

As informações de sites especializados indicam que os impostos representam cerca de 40 a 60% do valor total de um carro. Ou seja, quando compramos um carro à vista estamos, na verdade, pagando dois. Obrigado governo!

2- Taxação de importados (para proteger os nacionais):

Creio que não seja segredo para ninguém que o governo brasileiro protege as marcas "nacionais" (GM, VW, Fiat e Ford) de enfrentarem a concorrência de outras montadoras. O segredo é simples: o governo realizou um acordo com essas 4 grandes. Essas empresas instalaram suas fábricas no Brasil para gerar empregos; em troca, o governo taxa altos impostos as empresas de carros "importados" como Renault, Peugeot, Citroen, o que evidentemente eleva o preço desses carros. Assim, o governo consegue uma imagem de pai bonzinho, as empresas nacionais saem ganhando explorando uma espécie de cartel protegidas pelo governo e quem sai perdendo nessa história é o consumidor que paga mais caro. =)

3- Pressão sindical para preservar empregos:

Todo mundo está cansado de saber que os sindicatos pressionam o governo para que este force as empresas a continuar mantendo o emprego dos trabalhadores, sob ameaça de sérias multas no bolso dos empresários. Em épocas em que as vendas de automóveis caem, obviamente o ganho das empresas caem (é assim em qualquer empresa) e isso naturalmente provoca demissões já que as empresas não terão dinheiro suficiente para pagar todos os seus funcionários. Os sindicatos sabem que isso é um fenômeno natural mas, assim mesmo, insistem que as empresas devam manter todos os seus funcionários usando a força estatal para conseguir esse objetivo. Quando não há outra saída, as empresas são forçadas a aumentar o preço dos veículos para conseguir pagar seus funcionários. 

4- Parcelamentos em trocentas vezes:

Embora os 3 motivos anteriores tenham muita influência no preço final dos automóveis, devemos ser honestos ao dizer que, na verdade, o maior culpado pelos altos preços dos carros seja...você, consumidor. Sim, você mesmo! Ora, as empresas são espertas, quando elas vão inicialmente vender os seus carros, elas começam jogando o preço lá nas alturas. Se vender mal, elas reduzem; Se vender bem, elas mantém os preços. O que acontece no Brasil é exatamente essa situação: as empresas deixam os preços lá em cima. Os consumidores brasileiros aceitam e continuam comprando os carros. Assim, as empresas não veem nenhum motivo para baixar nada. Porque baixar preços se todo mundo continua comprando numa boa? A questão é que não compramos carros à vista e nem exigimos descontos. A maioria dos brasileiros compra carro parcelado em trocentas vezes (em 60 vezes geralmente) enviando às empresas a mensagem de que os preços que elas praticam são ótimos e que estamos felizes em continuar comprando seus carros.

CONCLUSÃO:

Para acabar com esses preços absurdos dos carros brasileiros é necessário consciência política e individual. Pois devemos exigir um governo melhor que reduza impostos, acabe com a máfia sindical e pare de proteger as empresas "nacionais"; E ao mesmo tempo devemos parar na medida do possível de alimentar essa mania de comprar carros parcelados. Temos que parar de criar circunstâncias que prejudicam a nós mesmos!




Referências:

http://www.terra.com.br/economia/infograficos/compare-precos-carros-brasil-mundo/

http://www.noticiasautomotivas.com.br/preco-do-carro-quanto-de-impostos-pagamos-para-ter-um-veiculo-na-garagem/

http://carplace.uol.com.br/senado-vai-discutir-alto-preco-do-carro-no-brasil-no-dia-25/

http://www.g37.com.br/index.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=13151


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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Você vive num país socialista? Pare de depender do governo!

Definimos aqui como país socialista aquele no qual os impostos são altos e o governo controla a maioria dos serviços que devem ser oferecidos à população, tais como energia elétrica, combustível, saúde, educação, asfalto, saneamento básico, segurança etc. Neste modelo político, inevitavelmente surge a mentalidade cultural de que a população precisa da eterna ajuda dos burocratas do estado para ter uma vida melhor.

Qualquer cidadão cético que observar esse modelo na prática perceberá rapidamente que o estado é incapaz de oferecer tantos serviços à população de modo eficiente. O asfalto e saneamento básico jamais alcançam as ruas; nos hospitais faltam leitos, remédios e instrumentos médicos; apagões elétricos são frequentes etc. Isto ocorre porque os políticos socialistas desejam ter cada vez mais poderes e a única forma de realizar este intento é manter a população na eterna esperança de que os serviços estatais um dia irão funcionar corretamente. 

Mas tal melhoria jamais irá ocorrer, pois a burocracia inerente a um estado gigante sempre o tornará uma entidade ineficiente, como uma pessoa que deseja realizar várias tarefas ao mesmo tempo e acaba não concretizando nenhuma delas. Ter consciência de que os serviços estatais jamais irão funcionar bem é o mais importante para aprender a fugir desta prisão cultural e mental.

Se você vive em um país socialista e gostaria de ter uma vida melhor, esqueça o governo e lute ao máximo para não depender dele. Odeio fazer listas (e esta a seguir também não precisa ser levada à risca), mas desta vez julgo necessário alertar e aconselhar os meus leitores sobre estas necessidades:

1- Consiga o máximo de dinheiro que você puder:
Além de ter um emprego em horário normal, arranje outras formas de ganhar dinheiro extra, trabalhe nos sábados e domingos em outros serviços, venda produtos na internet (redes sociais). Se você tiver tempo, trabalhe a noite também.

2- Evite gastos supérfluos:
Muitos brasileiros adoram gastar o pouco dinheiro que possuem com coisas desnecessárias: roupas e sapatos de luxo, celulares top de linha, computador mega-potente, baladas caras etc. Tudo isso no fim das contas é gasto supérfluo.

3- Guarde dinheiro na poupança:
A partir do momento em que temos consciência de que serviços públicos não funcionam, temos que ter uma grana em reserva para casos de urgência ou necessidade vital, como por exemplo, pagar uma consulta num hospital privado ou comprar remédios etc.

4- Compre um “motor de luz”:
Em países socialistas são constante os apagões de energia elétrica. Quem tem filhos conhece o sufoco de tentar fazer crianças dormirem num calor insuportável por não ter energia para fazer ventilador ou ar-condicionado funcionar, por isso compre um motor de luz para casos de apagões. Se você possuir dinheiro sobrando compre placas solares, quanto mais energia elétrica você puder ter, sem precisar do governo, melhor. Tarifas estatais tendem a ser massacrantes.

5- Faça o máximo de cursos que você puder:
Devido aos altos impostos em países socialistas, as empresas vivem decretando falência, por isso é importante ter bons cursos no currículo para se prevenir contra o desemprego. Estude bastante! Não há tempo a perder.

É evidente que existem outras estratégias que você pode adotar e, sem dúvida, elas surgirão conforme necessidades ou dificuldades de cada um, mas por ora esta lista já é um bom começo para levar uma vida confortável num país onde o governo acha que conseguirá oferecer serviços de qualidade para a população.




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domingo, 3 de maio de 2015

Antropoteísmo: a arrogância humana diante de Deus

Um fenômeno assustador está corrompendo nossa sociedade. Não de hoje que cientistas políticos já constataram que a mentalidade do povo brasileiro é “progressista”, ou seja, todos querem igualdade social a qualquer custo, mesmo que isso signifique golpear Deus.

A História começa mais ou menos assim: as pessoas se dizem religiosas cristãs. Então elas abrem a Bíblia e começam a ler, no desejo de conhecer melhor o que Deus espera de nós. De repente, chega um momento em que elas se deparam com vários versículos nos quais condena-se a prática do homossexualismo como um pecado abominável ou afirma-se que mulheres devem ser submissas aos seus maridos.

Ao ver essas passagens, as pessoas são tomadas por um horror quase sobrenatural. Elas percebem que as leis de Deus entram em conflito com seus desejos apaixonados por igualdade social. Assim, as feministas e os ativistas homossexuais se enfurecem contra Deus. Todos concluem que Deus (e seus seguidores) é preconceituoso e intolerante. Neste momento, O Criador do universo deixa de ser O Salvador da humanidade para se tornar o inimigo público número 1.

A arrogância está aqui: os seres humanos querem que Deus se curve aos seus desejos e caprichos. Querem que Deus se ajoelhe e peça perdão à humanidade por ser preconceituoso e intolerante com as minorias. O ser humano, este ser “maravilhoso”, torna-se o juiz e condena Deus!

O ser humano inverteu toda a ordem natural: Em vez de admitir que é fraco, pecador, corrupto e cheio de maldade e que deve obedecer a Deus e implorar pela misericórdia do Salvador, o homem projeta sobre Deus toda a podridão que lhe é própria. Criou-se uma nova religião na qual o ser humano é superior a Deus. É o Antropoteísmo. A nova religião secular na qual o ser humano é o ente supremo e Deus apenas um coadjuvante que deve oferecer-lhe prosperidade material, econômica e social, quando este solicita através de suas orações. Quanta arrogância!

Parece que muitos leram as escrituras sagradas, mas nem todos entenderam: Somos nós que devemos obedecê-lO. Somos nós que devemos explicações a Ele. Somos nós que devemos abandonar todos os nossos pecados e não “Deus que deve se tornar tolerante". Se quisermos nos salvar, se quisermos encontrar Deus e o Esplendor da Verdade, nós devemos nos esforçar para levar uma vida correta, nós devemos ser humildes e nos curvarmos às leis de Deus! Esta deve ser a preocupação central de um legítimo cristão: agradar a Deus!


Livro: Antropoteísmo – a religião do homem
Autor: Orlando Fedeli



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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Saúde: pública ou privada?

Os problemas relacionados ao setor de saúde causam preocupações no mundo inteiro. Sem saúde, o ser humano evidentemente não consegue realizar suas tarefas normalmente e nem viver sua vida com a tranquilidade que merece. No Brasil, o tema é tratado pela maioria dos burocratas como de fácil solução, afinal não faltam políticos em dias de campanha prometendo resolver do dia para a noite os problemas na área de saúde. Eles se esforçam para mostrar que a solução é relativamente simples: “basta eleger um novo político, trocar o partido que está no poder, investir mais dinheiro no setor, melhorar a infraestrutura etc...” ignorando por completo a realidade dos fatos. 

O que iremos demonstrar agora é que a raiz do problema é exatamente o modelo estatal. Para mostrar que nosso argumento não tem ideologia alguma, faremos uma comparação, entre o modelo estatal (público) e o modelo privatizado, baseada no realismo de funcionamento de ambos.

Pois bem caro leitor, vamos imaginar que existem pacientes desejando realizar um exame de raios-x, mas o hospital não possui a máquina adequada. Diante deste fato, qual seria a solução fornecida pela rede pública e a rede privada de saúde?

Rede privada:
Quando o hospital é privado, o administrador do hospital retira dinheiro do caixa e efetua a compra da máquina de raios-x. Se o hospital não tiver dinheiro em caixa, o administrador realiza um empréstimo num banco e compra do mesmo modo. A máquina chegará rapidamente, dependendo apenas da empresa de transporte.

Rede pública (estatal):
Quando o hospital é público, a compra da máquina de raios-x é um processo lento e extremamente burocrático. E funciona da seguinte maneira:

O hospital envia um documento (Ofício) comunicando à secretaria de saúde do estado sobre a necessidade urgente de efetuar a compra da máquina. Quando este documento chega à secretaria, ele percorre diversos setores lá dentro até finalmente chegar na mesa do secretário de saúde para assinatura. Este, por sua vez, encaminha o Ofício à Secretaria de Orçamento (ou órgão parecido). Dentro desta Secretaria, o documento percorre vários setores para finalmente chegar nas mãos do Secretario de Orçamento para este responder se há ou não dinheiro disponível no caixa do estado. Se a resposta for afirmativa, o Ofício é encaminhado ao Governador do Estado para assinatura e compra da máquina de raios-X. 

Notem que estou sendo otimista em acreditar que o governador irá mesmo assinar tal documento (algumas vezes isso não ocorre e o Ministério Público acaba tendo que intervir) e que não houve nenhum desvio de verba no meio desse processo

Enfim, representando isto num esquema seria mais ou menos assim:
Você consegue perceber a loucura burocrática existente no modelo estatal? Até essa máquina ser comprada de fato, várias pessoas podem ser prejudicadas ou mesmo morrer nas filas de espera. E é exatamente esta lentidão que causa a escassez. Percebam que nos hospitais públicos faltam remédios, equipamentos, máquinas, ambulâncias e às vezes até profissionais (porque só é possível trabalhar na rede pública se o estado realizar concurso público, o que demora anos para acontecer muitas vezes).

Por isso o modelo privado sempre será o mais eficiente, pois ele é simples e rápido. A burocracia envolvida nela é muito pouca e de tal forma que não prejudica os pacientes. Por isso seria bom privatizarmos todos os hospitais que atualmente são públicos. 

Mas e o custo?

Não obstante a comprovação da eficiência do serviço privado sobre o público, muitas pessoas se opõe a privatização da rede pública de saúde por achar que serviço privatizado custaria caro e causaria exclusão social das pessoas mais carentes. Entretanto, nem de longe isso seria verdade, pois vários fatores ajudam a reduzir os preços dos serviços: como por exemplo, isenção de impostos e concorrência entre os hospitais. Já abordamos essa questão no texto “Porque devemos apoiar privatizações”.

O que nos interessa por ora é mostrar que o modelo estatal é a raiz do problema e privatizar é a solução. Devemos lembrar ainda o seguinte:
O serviço público é sustentado com os impostos do povo. Assim pagamos impostos para termos serviços estatais de péssima qualidade. Já o serviço privado não precisa de imposto nenhum. Cada indivíduo paga do seu próprio bolso diretamente ao hospital privado.
Seja como for, em ambos os casos o povo paga. A diferença é que num modelo o serviço funciona, no outro não. Façam suas escolhas!

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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Porque os carros tem preços altos no Brasil?

No Brasil, os impostos chegam a representar mais de 50% do preço final de um veículo. Entre eles estão o IPI, ICSM, ISS, PIS, Cofins etc. Para se ter noção do que isso significa, nós pagamos cerca de 32 mil num carro popular pelado (Gol, Palio, Clio etc.), na Europa, com baixos impostos, se você tiver 32 mil consegue tranquilamente comprar um Honda Civic completo. Isso é uma situação absurda! Se o Brasil é um país subdesenvolvido, porque devemos pagar mais caro pelos automóveis? Melhor perguntar de outra forma: “Porque o governo brasileiro é tão cruel? Porque o governo brasileiro cobra tantos impostos e deixa o preço dos carros tão alto???”. A resposta é simples: Funcionalismo Público. Os impostos que o governo cobra são destinados a pagar o salário dos servidores públicos (e isso inclui também o salário dos políticos). Quanto mais funcionalismo público, mais impostos o governo precisa arrecadar.

Se não existissem impostos sobre carros, a projeção é que um carro popular que custa 32 mil, na verdade custaria apenas uns 13 mil R$. O que se conclui é que: no que diz respeito à compra de carros, o salário dos trabalhadores não é baixo, os impostos é que são altos demais.
Se você não acredita no que está escrito aqui, faça uma pesquisa em sites especializados em automóveis. Comece pesquisando essas notícias:





O Brasil precisa urgentemente de um partido liberal e políticos liberais, pois somente eles irão reduzir impostos! Mas antes disso é preciso conscientizar o povo sobre economia política e isso nós estamos fazendo aos poucos.

Conheça o PARTIDO NOVO


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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Nós precisamos do Rei!

A grave crise política, que está contaminando o ambiente do país, tem despertado em todos os brasileiros o desejo de ter um sistema ou forma de governo que forneça estabilidade e ao mesmo tempo solucione rapidamente qualquer tipo aflições relativas a uma péssima administração pública. Este modelo só pode ser uma Monarquia Parlamentarista, conforme iremos demonstrar a seguir.

Quem acompanha as recentes notícias da política brasileira entende os motivos que levaram o povo a sair às ruas nas últimas manifestações exigindo o Impeachment da presidente Dilma Rousseff bem como a dissolução do Partido dos Trabalhadores: Aumento de impostos, aumento no preço dos serviços públicos, redução nos direitos trabalhistas, diversos escândalos de corrupção (mensalão, petrolão etc), financiamento de ditaduras na África e no Oriente Médio e ainda subordinação da soberania nacional aos interesses de uma organização internacional comunista chamada Foro de São Paulo etc., são alguns dos motivos pelos quais o povo brasileiro não se sente mais representado pela presidente Dilma Rousseff.

Existem três maneiras de resolver isso numa República:
1- O povo espera os 4 anos de mandato da presidente terminar;
2- O povo solicita Impeachment;
3- O povo perde a paciência e inicia uma revolta violenta.
A 1ª opção parece inviável devido a conjuntura política atual na qual a insatisfação do povo atingiu nível incontrolável; A 2ª é bastante burocrática e lenta, pois exige aprovação do Congresso para iniciar o Impeachment e dar inicio a um novo processo de eleição etc. A última opção não é desejável por ninguém haja vista que o maior prejudicado pode ser o próprio povo que corre o risco de enfrentar uma guerra civil contra o governo e seus aliados. Já deu pra notar que a instabilidade política brasileira vai perdurar por bastante tempo, não é?

Resolvendo a crise política:

Como a Monarquia Parlamentarista resolveria a crise política do país? Simples: o rei rapidamente dissolveria o Parlamento e convocaria novas eleições. Para entender melhor este modelo, precisamos estudar o funcionamento desta forma de governo.

Numa Monarquia, o povo vota nos seus políticos (deputados ou senadores), os vencedores irão compor o parlamento. O 1º Ministro, eleito pelo povo, escolherá um gabinete com vários ministros para ajuda-lo a administrar o país. Enquanto o Rei é responsável pelos assuntos políticos externos, o 1º Ministro lida com os assuntos internos. Em um diagrama seria mais ou menos assim:


Desta forma, o cargo de Presidente da República é mais equivalente ao de 1º Ministro numa Monarquia Parlamentarista. Entretanto, enquanto o(a) Presidente permanece no poder por anos (geralmente 4), o tempo de um Ministro é mais flexível, podendo ser dissolvido a qualquer momento pelo rei, desde que haja insatisfação popular, como é o caso do Brasil atualmente. E, assim, novas eleições seriam convocadas para compor um novo Parlamento.

Monarquia Parlamentarista é o melhor modelo político: 
menos corrupção e mais prosperidade

Quando a ideia de Monarquia é apresentada a muitas pessoas, elas demonstram certa antipatia ou total desprezo baseando-se no pressuposto de que trata-se de um sistema corrupto, retrógrado e oneroso ao bolso dos cidadãos que seriam obrigados a sustentar uma Família Real. 

Refutar esses argumentos é relativamente fácil.

1º - A Família Real pode tranquilamente trabalhar para arcar com seus próprios custos. Os reis, rainhas, príncipes e princesas de diversos países estudam e trabalham por conta própria o que, por sua vez, causa menos prejuízos ao povo. Além do mais, se numa República sustentamos presidentes e suas famílias, que diferença então faria sustentar uma família Real? Neste aspecto não haveria diferença alguma. Mas repito: a Família Real pode muito bem trabalhar e geralmente é isto que ocorre.

2º - A ideia monarquista não é ultrapassada, haja vista que os países mais desenvolvidos, prósperos e estáveis do mundo são Monarquias, conforme demonstra o site Heritage Foudantion. Entre eles destacam-se: Inglaterra, Japão, Holanda, Bélgica, Austrália, Dinamarca, Suécia, Suíça, Finlândia, Nova Zelândia, Singapura, Noruega, Canadá etc. Além do mais, se formos levar em consideração a criação da República(como sistema de governo), a história nos mostra que ela é tão antiga quanto à monarquia, neste aspecto temporal, ambas são iguais.

3º - Em 2011, a ONG chamada Transparência Internacional (Transparency International) divulgou um relatório no qual podemos verificar que os países que adotaram Monarquias parlamentaristas são os menos corruptos do mundo. Isto faz todo sentido, tendo em vista que um rei não tem nenhum motivo para estabelecer compromisso com partidos ou grupos econômicos para garantir seu poder, pois o mesmo é naturalmente vitalício.

Outro motivo, que comprova a superioridade da monarquia, é que este modelo proporciona o senso de estabilidade e continuidade. Traduzindo em ações, isso significa que não importa quais ministros entrem ou saiam, o monarca sempre estará no poder para representar o povo de forma definitiva. Isto acalma as apreensões daqueles que desejam investir no país, reduz drasticamente o fanatismo partidário e neutraliza outras formas de extremismo.

Devemos lembrar que o Brasil foi inicialmente fundado sob a égide da Monarquia, que nos foi tirada através de um golpe republicano que, por sua vez, deu origem ao surgimento de várias Oligarquias (como a do Café com Leite, por exemplo), fanatismos partidários, tentativas de revoluções comunistas armadas e golpes militares. Desde que a república foi instalada, o Brasil tem constantemente vivido sob tensões extremistas, por parte da Esquerda ou da Direita. Chegou a hora de exigirmos uma renovação política legítima com menos corrupção e mais eficiência. Chegou a hora de olharmos para nosso passado e repensarmos o nosso futuro. Já temos uma tradição histórica monárquica. Agora nós precisamos do Rei!


Dom Luíz de Orléans e Bragança




INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES:







terça-feira, 24 de março de 2015

Refutando o Socialismo "científico"

Uma das argumentações mais conhecidas e falaciosas usada pela esquerda é de que o Socialismo marxista é uma teoria de caráter científico. Entretanto, quando seus críticos perguntam: "se o Socialismo é científico, porque então fracassa todas as vezes em que é posto em prática?", os socialistas ficam sem resposta. Aliás, este é um simples questionamento que constrange o movimento socialista internacional. A única saída que encontram é alegar que "deturparam Marx" ou que "jamais houve o verdadeiro socialismo" tentando assim usar de subterfúgios a respeito da questão central do problema: a infalibilidade da teoria socialista já que ela é "científica".

o que iremos provar agora é que o Socialismo não tem absolutamente nada de científico. Para quem ainda não está familiarizado com este assunto, saiba que: o método científico consiste basicamente em detectar um problema, estudá-lo, investigá-lo, sugerir uma hipótese para solucioná-lo, colocar em prática este modelo de solução através de um experimento (isto se o experimento ainda não tiver sido testado), analisar os resultados e, por fim, descobrir se a hipótese se comprova ou não. Se a hipótese (o modelo de solução do problema) for comprovada, ela vai ser publicada e ganha status de teoria científica. Se a hipótese demonstrar ser falsa, ela será reformulada ou descartada por completo. O diagrama do método científico segue como indicado abaixo:


clique em cima para ampliar a imagem


Como se poder verificar, a teoria socialista não segue esse padrão. A história mostrou que todos os experimentos socialistas, nos mais variados países (mais de 30 na verdade), fracassaram ao tentar criar uma desenvolvida sociedade igualitária (sem classes sociais) na qual o estado seria abolido (ou tornar-se-ia um mero ente administrativo sem muita relevância). Os resultados dos experimentos socialistas sempre foram: totalitarismo, miséria, fome e genocídio, contabilizando mais de 100 milhões de pessoas assassinadas.

Sabendo disso, qualquer cientista que paute seu trabalho pela honestidade diria o seguinte: "a teoria socialista é falsa, por isso todos os seus experimentos fracassaram. Temos que descartar essa teoria ou então reformulá-la de outra maneira". Entretanto, os socialistas não fazem nenhuma coisa nem outra. Eles continuam acreditando que a teoria está completamente certa e que devemos continuar tentando novos experimentos sem se importarem que isto possa causar ainda mais danos à humanidade e a destruição de mais alguns milhões de vidas.

O Socialismo não tem nada de científico. Ele é empurrado pelos burocratas do governo, por intelectuais marxistas e por militantes de maneira cega, irresponsável e irracional apostando que num momento futuro o Socialismo trará os resultados esperados pelas suas promessas. Entretanto, isso jamais acontecerá conforme previa Ludwig von Mises e Friedrich Hayek. O Socialismo se tornou o ópio dos intelectuais que querem continuar se enganando e enganando o povo, ao mesmo tempo em que confere aos burocratas do governo, poderes e riqueza de forma quase sobrenatural.

O Socialismo não segue o padrão científico porque ele não é científico. Ele sempre fracassa miseravel e categoricamente ao ser implantado onde quer que seja e qual tempo for. Para o bem da humanidade, essa teoria deve ser jogada na lata do lixo de onde jamais deveria ter saído desde a implantação da ditadura socialista soviética!

Não assassinem a ciência!


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Os reais beneficiados por um capitalismo regulado


A palavra "capitalismo" é utilizada de duas maneiras contraditórias. Em algumas ocasiões, ela é utilizada com o intuito de denotar um mercado livre e desimpedido, ou "laissez-faire". Em outras ocasiões, ela é utilizada para denotar exatamente o arranjo atual em que vive o mundo, uma economia mista em que o governo intervém para privilegiar grandes empresas, criando monopólios e oligopólios. 

Logicamente, "capitalismo" não pode ser ambas as coisas. Ou os mercados são totalmente livres, ou o governo os controla. Não é possível ter os dois arranjos ao mesmo tempo. Mas a verdade é que não há um mercado genuinamente livre em nenhum país do mundo. As regulamentações governamentais, as tarifas, os subsídios, os decretos e as intromissões são generalizados, variando apenas o grau de intensidade com que ocorrem em cada país. Sendo assim, o termo "capitalismo" denotando mercados livres não pode ser aplicado nos dias de hoje. O que existe é um capitalismo mercantilista, um capitalismo de compadrio, um capitalismo regulado em prol dos regulados e dos reguladores, e contra os consumidores.

O que seria esse capitalismo mercantilista? Trata-se de um sistema econômico no qual o mercado é artificialmente moldado por uma relação de conluio entre o governo, as grandes empresas e os grandes sindicatos. Neste arranjo, o governo concede a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um genuíno livre mercado, como restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, eagências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros. Em troca, as empresas beneficiadas lotam os cofres de políticos e reguladores com amplas doações de campanha e propinas.

O capitalismo mercantilista é tão antigo, que Adam Smith já o criticava — e combatia — no século XVIII. Atualmente, não é necessário procurar muito para se encontrar exemplos deste tipo de capitalismo. Basta olhar para o seu próprio país. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios que você conhece estão em setores altamente regulados pelo governo, como o setor bancário, o setor aéreo, o setor de transportes terrestres, o setor de transportes aquaviários, o setor de telecomunicações, o setor elétrico, o setor energético (petróleo, postos de gasolina), o setor minerador, o setor farmacêutico etc.
Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, seja por meio da burocracia que desestimula todo o processo de formalização de empresas, seja por meio da imposição de altas tarifas de importação que encarecem artificialmente a aquisição de produtos importados (pense nas fabricantes de automóveis).

Um capitalismo de livre mercado é um sistema em que os lucros e os prejuízos são privados. Já um capitalismo mercantilista é um arranjo em que os lucros são privados, mas os prejuízos são socializados. Quando são bem-sucedidas, as empresas mantêm seus lucros; quando sofrem prejuízos, recorrem ao governo em busca ou de pacotes de ajuda ou de novas medidas que restrinjam a concorrência. No extremo, pedem ao governo para jogar a fatura do prejuízo sobre os pagadores de impostos.

O papel das regulamentações em um capitalismo mercantilista não é corretamente entendido pelos intervencionistas. Eles genuinamente acreditam que as regulamentações são uma forma de o governo subjugar e domar as grandes corporações. Só que, historicamente, as regulamentações sempre foram uma maneira tida como lícita de determinadas empresas (geralmente as grandes e bem-conectadas politicamente) ganharem vantagens à custa de outras, geralmente menos influentes. Por exemplo, em teoria, agências reguladoras existem para proteger o consumidor. Na prática, elas protegem as empresas dos consumidores. Por um lado, as agências reguladoras estipulam preços e especificam os serviços que as empresas reguladas devem ofertar. Por outro, elas protegem as empresas reguladas ao restringir a entrada de novas empresas neste mercado. No final, agências reguladoras nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de cartelizar os setores regulados — formados pelas empresas favoritas do governo —, determinando quem pode e quem não pode entrar no mercado, e especificando quais serviços as empresas escolhidas podem ou não ofertar, impedindo desta maneira que haja qualquer "perigo" de livre concorrência.

Em seu cerne, a regulação é anti-livre iniciativa, anti-livre mercado e anti-concorrência. A regulação não se baseia nas preferências dos consumidores e nem nos valores subjetivos dos consumidores em relação aos bens e serviços ofertados. Ao contrário, ela faz com que as empresas ajam como se fossem ofertantes monopolistas, de modo que os preços passam a ser determinados pelos custos de produção das empresas e não pela preferência dos consumidores. 

Mas isso é apenas o primeiro passo: uma empresa regulada pode encontrar várias maneiras de fazer as regulações funcionarem em proveito próprio e contra os interesses dos consumidores. Por exemplo, não é incomum que grandes empresas façam lobby para criar regulamentações complicadas e onerosas sobre seu próprio setor. Por que elas fazem isso? Para dificultar uma potencial concorrência de empresas novas, pequenas e com pouco capital. Empresas grandes e já estabelecidas têm mais capacidade e mais recursos para atender regulações minuciosas e onerosas. Empresas pequenas, que querem entrar naquele mercado mas que ainda não possuem muitos recursos financeiros, não têm essa capacidade. Empresas grandes podem contratar lobistas (ou podem simplesmente subornar políticos) para elaborar padrões de regulação que elas já atendem ou que podem facilmente atender, mas que são impossíveis de serem atendidos por empresas pequenas e recém-criadas. 

O livro "The Big Ripoff: How Big Business and Big Government Steal Your Money", de Timothy Carney, explica em detalhes como a própria Phillip Morris estimulou a "guerra contra o tabaco" para se beneficiar, como a própria General Motors agitou pela aprovação de rígidas legislações ambientalistas nos EUA (cujas restrições mais rígidas afetariam a concorrência), e como a poderosa megacorporação Archer Daniels Midland se beneficia dos subsídios para o etanol (algo adorado pelos ambientalistas).

O apoio das grandes empresas às regulamentações criadas pelos governos não apenas não é algo raro, como, na realidade, sempre foi a norma. Caso ainda não esteja convencido, apenas faça a si mesmo a seguinte pergunta: Qual destas tem uma maior probabilidade de ser afetada por vigorosas regulamentações: grandes corporações com boas conexões políticas e com enormes departamentos jurídicos e contábeis, ou micro e pequenas empresas ainda incipientes e em processo de formalização?  Regulamentações aniquilam a concorrência — e as empresas já estabelecidas adoram que seja assim. Este arranjo de economia mista é também, como já explicado, ótimo para os governos. Políticos e burocratas adquirem poderes sobre as empresas e, com tais poderes, garantem que seus cofres estejam sempre cheios. Políticos ganham generosas doações de campanha e reguladores ganham fartas propinas. Ambas essas contribuições são feitas pelas grandes empresas e pelos grandes sindicatos em troca da promessa de novas regulamentações que irão lhes favorecer e afetar a concorrência.

Trata-se de uma mistura de socialismo em um arranjo basicamente capitalista, uma mistura suficiente para manter fluidas as receitas do governo e garantir a continuidade dos assistencialismos sociais e corporativos. A porção capitalista dessa economia mista possibilita um confortável estilo de vida para políticos e para milhões de funcionários públicos. Defensores das regulações não percebem que elas são essencialmente uma forma de controle estatal. É por isso que todos os partidos políticos atuais endossam agências reguladoras e todo o seu aparato burocrático. Afinal, qual político não gostaria de comandar amplos setores da economia? 

Em vez de proteger os inocentes e incautos, regulações estimulam os escroques e incentivam as grandes empresas a manipular o sistema com o intuito de aumentar sua própria fatia de mercado e seus lucros. Como sempre ocorre com todas as interferências governamentais nas questões econômicas e sociais, a regulação gera o efeito exatamente oposto do seu proclamado objetivo. E o pior: em um esforço para se tentar corrigir as inevitáveis consequências desastrosas das regulações, mais e mais regulações vão sendo criadas, levando a um controle estatal da economia cada vez mais paralisante.

Já passou da hora de a população entender a diferença entre livre mercado, que se baseia na liberdade e na concorrência, e capitalismo mercantilista, que se baseia em privilégios concedidos pelo estado. A conclusão é que os socialistas se reinventaram, trocaram seu rótulo para social-democratas, deixaram de lado sua ânsia de estatizar diretamente os meios de produção e optaram por um mais suave modelo fascista, no qual estado e grandes empresas atuam em conluio para se beneficiar mutuamente e prejudicar o cidadão, que tem de aceitar serviços ruins e caros, pois não há mais livre mercado. Exatamente o intuito original dos socialistas.

Texto original: OCC
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Participaram deste artigo:
Hans F. Sennholz  (1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.
Mark Borkowski é o presidente da corretora Mercantile Mergers & Acquisitions Corp., sediada em Toronto.
Leandro Roque é o editor e tradutor do site do  Instituto Ludwig von Mises Brasil.