segunda-feira, 14 de abril de 2014

Filosofia conservadora versus Filosofia esquerdista





Entrevista com Luiz Felipe Pondé sobre as diferenças entre a Filosofia conservadora (direita) e a Filosofia progressiva (esquerda). Pondé formou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo e fez doutorado pela mesma instituição em parceria com a Universidade de Paris. Realizou pós-doutorado na Universidade de Tel Aviv. Atualmente, é Vice-Diretor e Coordenador de Curso da Faculdade de Comunicação da FAAP; professor de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de Filosofia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

Escreve semanalmente no jornal Folha de S.Paulo e é autor de diversas obras, entre elas:
O homem insuficiente: Comentários de Psicologia Pascaliana (2001);
Conhecimento na desgraça: Ensaio da Epistemologia Pascaliana (2004);
Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski (2003);
Do pensamento no deserto: Ensaio de Filosofia, Teologia e Literatura (2009);
Contra um mundo melhor: Ensaios do Afeto (2010);
O Catolicismo Hoje (2011);
Guia Politicamente Incorreto da Filosofia (2012).

É co-autor do livro Por que virei a direita: Três intelectuais explicam sua opção pelo conservadorismo (2012). É também autor de "A filosofia da adúltera - Ensaios Selvagens" (2013).


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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Destruindo o mito de que mulheres ganham menos do que homens


Os jornalistas insistem em noticiar dia após dia mostrando “pesquisas sérias” reveladoras confirmando, quase de modo científico com bases em estatísticas, que mulheres trabalham mais do que homens e ganham muitos menos exercendo as mesmas funções no mercado de trabalho.

O que vamos analisar neste texto não são os números das estatísticas, mas apenas se tal fato realmente procede tendo em vista o funcionamento do mercado de trabalho (seja no setor público ou privado) bem como as intenções das ativistas políticas feministas por trás dessa alegação.

Análise do setor público:

No setor público não existe diferenças salariais entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções. Por exemplo, um auditor fiscal homem ganha o mesmo salário de uma mulher auditora fiscal trabalhando no mesmo estado e local e isso pode ser facilmente visualizado no famoso site governamental chamado Portal da Transparência. Neste site, aliás consta o salário de todos os funcionários públicos para quem quiser verificar, basta digitar o nome do servidor que o valor monetário do salário irá aparecer. Então no setor público, se mulheres, exercendo as mesmas funções que homens, tiverem salários mais baixos, podem e devem recorrer à justiça, pois no setor governamental é vedada a diferenciação salarial por motivos de gênero. Muito embora a legislação diga que o salário dos servidores públicos deva estar ligado à produtividade, na prática tal princípio não se aplica, pois o salário deles é indexado (estabelecido ou congelado) pelo governo, não mantendo qualquer relação com a produtividade.

Análise do setor privado:

No setor privado é bem diferente, pois nele a produtividade é o fator primordial para determinar o salário dos funcionários. É simples, vamos imaginar uma situação: numa sapataria existem trabalhadores homens e mulheres, cada funcionário, independente do gênero, deve ganhar um salário equivalente às vendas que efetuou. Isto é o correto: o salário deve ser proporcional à produtividade! Agora, imagine que um funcionário homem venda 70 pares de sapatos durante o mês. Você acha que uma funcionária mulher que vendeu apenas 20 pares de sapatos ao mês deve ganha o mesmo que o funcionário homem ganhou? Não é justo porque ela vendeu menos. O salário deve ser proporcional à produtividade, este fato é simples e até autoevidente para alguém que analisa o mercado com olhar crítico e imparcial sem se deixar levar por emoção, histeria ou desonestidade intelectual.

Alegação feminista: mulheres trabalham mais e ganham menos.

Se esta tese feminista fosse verdadeira teríamos, no mercado de trabalho, pelo menos 2 consequências imediatas:

1- Os empresários desistiriam de contratar homens e;
2- passariam a contratar somente mulheres.

E sabem por quê? Porque esta é a situação que todos os empresários iriam adorar ter: funcionárias que trabalham muito mais e recebem bem menos. Isso representaria a maximização do lucro para os empresários. Esse não seria o sonho de qualquer empresário? A questão é que nenhumas das duas consequências supracitadas são verificadas no mercado de trabalho. O que nos leva a concluir que a alegação feminista é falsa.

Afinal, o que está por trás desta alegação?

O que as feministas propõem, na verdade, é que as mulheres ganhem o mesmo que os homens pelo simples fato de serem mulheres e querem que os salários não tenham relação nenhuma com a produtividade. Elas invocam o vitimismo feminino e atacam o tal do “machismo” como monstro opressor que diminui o salário das mulheres, porque elas são incapazes de aceitar o fato de que mulheres são menos produtivas no mercado de trabalho. Se fossem intelectualmente honestas, elas deveriam perguntar: quais fatores fazem as mulheres serem menos produtivas no mercado quando comparadas aos homens?

O que os políticos esquerdistas desejam com esse vitimismo feminista e essas estatísticas furadas é que a sociedade deva aceitar a criação de "Ministérios da Igualdade de Gênero", Secretarias de combate ao "machismo" ou que promovam políticas públicas para as mulheres, ou seja, eles querem aumentar o Estado para poder aumentar os impostos e, assim, roubarem cada vez mais utilizando-se de uma mentira que atingiu o senso comum popular (políticos socialistas vitimizam mulheres há muito tempo, vejam o que Lênin disse sobre elas AQUI e AQUI). Afinal, demonstrando que as pesquisas são "verdadeiras" e repetindo isso exaustivamente nas reportagens, o povo aceitará facilmente como uma verdade e não oferecerá nenhuma resistência ao aumento do Estado que lhes é proposto em seguida (a mesma tática é usada para os negros, basta ver esta notícia aqui afirmando que brancos ganham mais do que negros, como se a produtividade e lucro de alguém tivesse relação com a cor).

É intrigante notar que as mulheres, feministas em particular, adoram se vangloriar vomitando aos quatro ventos que elas são fortes e independentes e, no entanto, recorrem ao Estado para obter todo paternalismo que precisam tais como cotas, equiparação salarial forçada etc. Fortes e independentes é? sei, sei...

Ao que tudo indica, as mulheres abandonaram os maridos e casaram-se com o Estado!


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sexta-feira, 14 de março de 2014

Feministas devem agradecer aos conservadores pelo direito ao voto



No Brasil, o movimento pelo voto feminino partiu de um homem, o constituinte, médico e intelectual baiano César Zama. Ele era um cristão conservador. Apesar de sua importância na luta pelo voto feminino, ele ficou mais conhecido por sua luta pelo fim da escravidão.

1) Os republicanos que lutaram pelo voto feminino eram o que hoje chamamos de direita

Em 1870, houve o Manifesto Republicano, declaração publicada pelos membros dissidentes do Partido Liberal. Em 1873, houve a Convenção de Itu, com representantes republicanos das classes conservadora e liberal e dali surgiria o primeiro partido republicano organizado, que posteriormente se aliaria aos militares e à igreja católica, culminando com a Proclamação da República do Brasil em 1889. Em outubro de 1897, o Partido Republicano declarou que estava constituído pelo que havia de mais acentuadamente conservador na opinião republicana do país.

2) César Zama, um homem cristão, burguês, liberal, branco, heterossexual, cisgênero e de direita, iniciou a luta pelo sufrágio feminino brasileiro, inaugurando o feminismo nacional

Na sessão de 30 de setembro de 1890, durante a elaboração da primeira Constituição republicana, César Zama defendeu o sufrágio universal, a fim de que as mulheres pudessem participar efetivamente da vida política do país. No ano seguinte, outro constituinte, Almeida Nogueira, seguiu César Zama e também defendeu a participação das mulheres como eleitoras.

3) As constituições brasileiras não impediam o voto feminino, mas impediam o de alguns religiosos

Na sessão de 2 de janeiro de 1891, Almeida Nogueira lembrou a todos que não havia legislação que restringisse os direitos de voto feminino e o projeto da nova Constituição também não cerceava esse exercício cívico. A constituição em vigor naquela data era a Constituição do Império de 1824 e determinava que as eleições eram censitárias e indiretas, mas não impedia oficialmente as mulheres de votar. Em vez disso, você encontra que a constituição impedia o voto de alguns religiosos que viviam em comunidade claustral. Você pode lê-la na íntegra no link:


Já a Constituição da República de 1891 veio a determinar que seriam eleitores os cidadãos maiores de 21 anos que se alistassem e que excetuava-se o alistamento de mendigos, analfabetos, praças e alguns religiosos sujeitos a voto de obediência. Você pode conferir no link:


4) Tinha direito ao voto aquele que tinha o dever de ir para a guerra

No Brasil, assim como no resto do mundo ocidental, o direito ao voto estava vinculado com o alistamento no exército. Era um consenso daqueles tempos que, se você tivesse o dever de ir à guerra para proteger o seu país, deveria ter também o direito de escolher quem seria seu líder. Os poderes estavam vinculados com as responsabilidades e homens e mulheres tinham diferentes direitos por terem diferentes deveres. A Suprema Corte dos Estados Unidos em 1918 afirmou explicitamente isso, como você pode ver no link:


Na época, muitas mulheres se manifestaram contrárias ao voto feminino pois estavam com medo de que futuramente tivessem que se alistar no exército e ir para a guerra da mesma maneira que os homens. Essa ideia teve que ser derrubada para que a luta pelo voto tivesse apoio da maioria feminina. Entre os primeiros países a permitirem o voto feminino, diversos deles apenas o permitiram às mulheres alistadas ao exército e até hoje há países em que os homens só podem votar se estiverem alistados. Há também exemplos de países em que os homens são obrigatoriamente alistados no exército em uma idade inferior àquela em que poderão escolher seus líderes. Diferentemente do que podíamos imaginar, foram as mulheres que obtiveram mais facilidades em conquistar os seus direitos.

5) O Brasil quase foi o primeiro país a dar o voto à mulher

Lopes Trovão (signatário do Manifesto Republicano), ao se discutir a Declaração de Deveres, defendeu com afinco a causa da oficialidade do voto feminino. Em 1891, no primeiro dia do ano, 31 constituintes assinaram uma emenda ao projeto de Constituição, de autoria de Saldanha Marinho (também signatário do Manifesto Republicano), conferindo o voto à mulher brasileira. A pressão contrária, porém, foi tão grande que Epitácio Pessoa, que havia subscrito a emenda, dez dias depois, retirou o seu apoio e o Brasil deixou de ser o primeiro país do mundo a conceder o direito do voto à mulher. Em 1893, a Nova Zelândia venceu a corrida, liderada pela religiosa Kate Sheppard. No ano de 1894, foi promulgada a Constituição Política da cidade de Santos, quando novamente houve uma tentativa de conferir direitos políticos às mulheres, derrubada por pressão dos cidadãos.

Havia muita discussão quanto à inconstitucionalidade do veto ao voto feminino, entretanto, mesmo sem uma constituição que impedisse nem que confirmasse o direito, três mulheres se alistaram e chegaram a votar em Minas Gerais no ano de 1905, tendo seus votos posteriormente anulados.

6) Republicanas fundaram um partido feminista sufragista

Em 1910, a professora Leolinda Daltro, considerando que a Constituição de 1891 era omissa quanto ao voto feminino, requereu alistamento eleitoral e teve seu pedido negado. Reagiu reunindo-se a dezenas de colaboradoras, a maior parte delas professoras também, para formar uma associação civil denominada Partido Republicano Feminino. Você pode ver um registro histórico aqui:


7) A primeira eleitora confessa que foi tudo obra de seu marido

Novas tentativas na forma de emendas surgiram em 1917, 1920 e 1921, vindas de diversos autores. Em 1927, o Presidente Washington Luís, do Partido Republicano Paulista, manifestou-se a favor do voto às mulheres. Em 25 de outubro do mesmo ano, o Rio Grande do Norte aprovou a Lei 660 e foi o primeiro Estado brasileiro a conceder o voto à mulher, através de um projeto do deputado Juvenal Lamartine de Faria. Em 1928, a professora Celina Guimarães Vianna solicitou alistamento eleitoral e tornou-se a primeira eleitora da América do Sul. A catedrática Júlia Alves Barbosa já havia requerido a inclusão no alistamento eleitoral um dia antes de Celina, entretanto seu deferimento acabou sendo aprovado depois. Veja a confissão da primeira eleitora da América do Sul diante de sua importância histórica:

“Eu não fiz nada! Tudo foi obra de meu marido, que empolgou-se na campanha de participação da mulher na política brasileira e, para ser coerente, começou com a dele, levando meu nome de roldão. Jamais pude pensar que, assinando aquela inscrição eleitoral, o meu nome entraria para a história. E aí estão os livros e os jornais exaltando a minha atitude. O livro de João Batista Cascudo Rodrigues — A Mulher Brasileira – Direitos Políticos e Civis — colocou-me nas alturas. Até o cartório de Mossoró, onde me alistei, botou uma placa rememorando o acontecimento. Sou grata a tudo isso que devo exclusivamente ao meu saudoso marido.”

Entretanto, a Comissão de Poderes do Senado Federal requereu a anulação de todos os votos femininos, considerando-os inapuráveis.

8) A primeira mulher eleita era republicana

A primeira prefeita do Brasil, Alzira Teixeira Soriano, foi eleita no município de Lages pelo Partido Republicano Federal, tornando-se a primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade.

Através do Decreto nº. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, o Presidente Getúlio Vargas resolve que todas as restrições às mulheres seriam suprimidas e é instituído o Código Eleitoral Brasileiro, que disciplinava que era eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma do código. Entretanto, não havia obrigatoriedade no voto feminino, mas existia no masculino, do mesmo modo que o alistamento no exército.

9) No resto do mundo, o voto feminino também foi uma luta dos movimentos de direita

Nos Estados Unidos, foi o Partido Republicano (direita conservadora) o primeiro grande partido a defender o sufrágio feminino. Mulheres sufragistas carregavam a bandeira de Gadsden que simboliza o liberalismo, o libertarianismo e também o patriotismo americano, como você pode ver na seguinte foto:


A primeira mulher eleita ao Congresso foi a conservadora republicana Jeanette Rankin de Montana, em 1917. Na Inglaterra, o famoso liberal John Stuart Mill apresentou em 1866 uma emenda que dava o direito do voto à mulher inglesa, mas foi derrotado. Na Nova Zelândia, o primeiro país do movimento sufragista a permitir o voto feminino, a conquista se deu graças à Women's Christian Temperance Union que tinha como liderança a religiosa Kate Sheppard.

Diferentemente do Brasil e dos EUA, em Portugal, os republicanos se oporam ao voto feminino, pois a ideologia republicana portuguesa estava vinculada com o anticlericalismo e a mulher naquele contexto era considerada extremamente religiosa e reacionária. Isso mesmo: em Portugal, quem era contra o feminismo sufragista usava como argumento justamente o que o feminismo marxista usa hoje contra seus opositores. Leiam esse trecho do Diário do Senado de 24/06/1912:

“(…) No dia em que este assunto foi discutido na comissão, tinha eu passado pela igreja de S. Mamede, donde vi sair centenas de senhoras que ali tinham ido entreter os seus ócios e ilustrar o espírito na prática do mês de Maria. O voto concedido a mulheres nestas condições, vivendo sob a influência do clericalismo, seria o predomínio dos padres, dos sacristães, numa palavra, dos reaccionários (…)”

Existe a ideia errada de que as mulheres nunca participaram da política antes dos movimentos sufragistas. Na Idade Média, as mulheres participavam das funções públicas em diversos países e por vezes até mesmo votavam. Por ocasião dos Estados Gerais de 1308, as mulheres são citadas explicitamente entre as votantes em diversas partes do território francês. Com o fim da Idade Média, no final do século XVI a mulher foi afastada das funções públicas.

10) Considerações finais

Uma das principais características que diferencia o feminismo sufragista do feminismo marxista é o fato de que o primeiro movimento reivindicava poderes políticos sem se posicionar contra o papel tradicional feminino e tampouco o considerava inferior, enquanto o movimento atual considera o papel masculino superior ao feminino, rejeita a feminilidade e acusa de machistas justamente aqueles que se opõem à essas ideias.

Não se esqueça, então: na próxima vez que encontrar uma feminista marxista atacando os reacionários, os conservadores e o cristianismo, diga-lhe para ser mais grata com aqueles que conquistaram o seu direito ao voto.

E se você for uma mulher conservadora, saiba que você não deve nada ao feminismo atual. Ele que deve tudo a você.



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Algumas fontes consultadas:



Diário do Senado, 24 de junho de 1912, número 121, página 18.

Ideologia e feminismo, de Branca Moreira Alves, lançado pela Editora Vozes em1980. Páginas 94 e 95.

“Uma história que não é contada”, de Prof. Felipe Aquino, lançado pela Editora Cléofas em Março de 2008. 

“Canudos: Cartas para o Barão”, organizado por Consuelo Novais Sampaio, Editora da Universidade de São Paulo, 2001.

O Jornal de Notícias, 11 de outubro de 1897.



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sexta-feira, 7 de março de 2014

Houve ditadura no Brasil?

Desde que as ideias socialistas ganharam força após a segunda metade do século XIX, tendo como porta-vozes Karl Marx e Friedrich Engels, a esquerda tenta implantar esse regime em todos os países ao redor do mundo, inclusive no Brasil.

Pelo que nos revela a História, a esquerda iniciou diversas táticas políticas para por em prática o Socialismo no Brasil por volta de 1935, enfrentando o duro governo do Estado Novo de Getúlio Vargas que ficou conhecido por combater energicamente os socialistas brasileiros, entrando nessa lista o famoso casal Luís Carlos Prestes e Olga Benário.

Getúlio conseguiu conter apenas parcialmente os socialistas. Anos mais tarde, a esquerda voltou à cena quando conseguiu eleger João Goulart (“Jango”) para presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) cujo mandato iniciou em 7 de Setembro de 1961. João Gourlart tinha um enorme prestígio diante da sociedade brasileira, porém assim que assumiu a presidência, passou a estabelecer um forte contato com líderes e personalidades de países socialistas tais como a antiga União Soviética, Cuba, China.

O povo, temendo que o Brasil virasse um país socialista sob o governo de João Goulart, passou a organizar inúmeras passeatas que ficaram conhecidas pelo nome “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. Essas passeatas exigiam que os militares impedissem a implantação do Socialismo no Brasil.





Em 31 de Março de 1964, os militares atenderam ao pedido da população brasileira e depuseram João Goulart do seu cargo e nos anos seguintes passaram a tentar neutralizar as ações dos comunistas. Portanto, não houve ditadura militar no Brasil, mas apenas um regime de intervenção exigido pela própria população brasileira. 

A esquerda, ressentida com essa atitude, passou a praticar terrorismo urbano: atiravam bombas em aeroportos matando e ferindo inocentes, metralhando e jogando bombas em soldados brasileiros entre os casos mais famosos encontram-se Mario Kozel (assassinado pelo grupo terrorista de Dilma Rousseff) e o Capitão Chandler (fuzilado à queima-roupa na frente da esposa e filho com 20 tiros de metralhadora pela ação da extrema-esquerda).

Por volta de 1984, os militares devolveram o país bem mais desenvolvido do que antes (veja o artigo: o que os militares fizeram pelo Brasil) à pedido do povo. 

Não há dúvidas de que houve excessos de ambos os lados, tantos dos militares quanto da Esquerda, e é certo que ninguém é santo nessa história. No entanto, o que está acontecendo hoje é que a Esquerda, que outrora praticava terrorismo contra civis inocentes, atualmente assumiu o poder no Brasil e tenta reescrever a História, mentindo descaradamente através dos livros didáticos do MEC, alegando que a Esquerda de 64 era composta por “heróis que lutaram pela democracia”. Ao mesmo tempo em que demoniza os militares que apenas atenderam aos apelos da população brasileira pra evitar o Socialismo no Brasil.

Hoje a esquerda se faz de vítima e criou para si a famosa “Bolsa Ditadura”, que nada mais é do que uma pensão milionária que os antigos terroristas de extrema-esquerda recebem às custas dos impostos do povo brasileiro.

Toda essa parte da História do Brasil está detalhadamente documentada em pelo menos 3 livros irrefutáveis:

A verdade sufocada:


Orvil: tentativas de tomadas do poder


Ditadura à brasileira



Portanto, caro leitor, saiba a verdade: Nunca houve nenhuma ditadura militar no Brasil. O povo foi às ruas e exigiu o fim da implantação do Socialismo no Brasil e os militares atenderam a ordem e salvaram esta pátria da Ditadura Comunista que a Esquerda até hoje almeja para o Brasil e para a América Latina.



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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Como a Esquerda instala a Ditadura Comunista

No Brasil, com o fim do regime militar, a esquerda assumiu o poder em 1984, criou a nossa Constituição e desde então tornou-se hegemônica (praticamente já não há Direita no Brasil). A intenção da Esquerda sempre foi instalar a Ditadura Comunista idealizada por Karl Marx. Entretanto, ao longo da história a esquerda adotou a luta armada para atingir a revolução, mas sempre fracassou, pois os militares brasileiros impediram. Então a esquerda resolveu aderir à guerra por via cultural. À nível mundial, os esquerdistas agem de forma igual: é um padrão internacional que sempre acaba em guerra civil (o povo contra o governo de esquerda). Sem mais delongas, vamos às constatações:

ECONOMIA:
Eles usam intervencionismo econômico para causar crises no mercado:
- altos impostos causando pobreza e fechamento de empresas;
- regulação excessiva fora da realidade do mercado;
- super emissão de dinheiro e crédito por parte de bancos estatais para causar inflação;
- controle artificial dos juros e poupança causando distorção no mercado;
- monopólio de empresas estatais;
- manipulação do câmbio.
o curioso é que depois de causar estas crises propositalmente, eles atribuem a culpa ao “Capitalismo Liberal”. A economia brasileira atual não tem nada de liberal; pelo contrário, é altamente estatizada.

ASSISTENCIALISMO:
Como o intervencionismo, a economia começa a entrar em colapso, eles então aumentam os impostos para os cidadãos e empresas e passam a distribuir este dinheiro com pessoas que ficaram desempregadas devido às suas políticas intervencionistas. Daí surgem bolsa família, bolsa imigrantes, bolsa homossexual etc...

LEGALIZAÇÃO DE DROGAS:
Eles legalizam as drogas para originar uma população alienada que torna-se apática e pára de exigir seus direitos políticos e melhorias de vida. Legalizar drogas também ajuda a aumentar a criminalidade e destruir famílias.

ESTATIZAÇÃO DE EMPRESAS:
Eles primeiro privatizam inúmeros setores para que os empresários invistam pesado em suas empresas, quando os serviços privados tornam-se maravilhosos, eles então incitam a população o ódio contra empresários alegando que eles estão “roubando a riqueza nacional” e, assim, começam a fazer propaganda para estatização de empresas. Depois que as empresas estão estatizadas, o serviço começa a se tornar um lixo.

CONTROLE DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO:
Não é segredo para ninguém que em todos os países comunistas (China, Coréia do Norte, Cuba, Venezuela etc), o governo é o dono dos meios de comunicação. Basta observar os jornais e como eles se referem a canais de TV e jornais estatais. O Comunismo é ditadura sempre e por esse motivo controlar os meios de comunicação é matéria de urgência. Aqui no Brasil, a esquerda já demonstrou sua vontade de controlar a internet através do Marco Civil da Internet (Projeto de Lei 2126/2011)

ECOTERRORISMO:
Esquerdistas alegam que o Capitalismo causa enormes danos ambientais e que em breve o planeta morrerá. Estas afirmações apocalípticas já foram desmascaradas por alguns cientistas (por exemplo, o livro Psicose Ambientalista). Além do mais os países Socialistas juntos causaram até mais poluição de que os capitalistas. Poluição ambiental: Capitalismo X SocialismoO objetivo do Eco-terrorismo é criar na população um espírito de pânico e ao mesmo tempo criar a impressão de que o Governo é o único que pode solucionar tal problema, assim eles justificam o crescimento estatal.

INCITAM O CONFLITO AGRÁRIO:
a questão da reforma agrária é totalmente forçada, pois eles incentivam a reforma agrária apenas em latifúndios que já são produtivos e nunca em terras abandonadas. Os militantes do MST invadem terras e matam todos os pequenos agricultores do país bem como suas famílias. Assim eles roubam as terras, depois simplesmente as vendem para conseguir dinheiro. Eles não estão interessados em reforma agrária nenhuma, pois plantar ou cuidar de animais dá trabalho e exige muita responsabilidade. Veja mais detalhes no artigo: A Fome genocida criada pela Reforma Agrária.

APOLOGIA AO CRIME:
Eles tentam convencer a sociedade de que os bandidos são “vítimas do sistema” e, assim, criam leis suaves que não punem os bandidos de forma severa. Na visão deles, os bandidos não devem pagar pelos seus crimes, eles devem apenas ser “ressocializados”. Desta forma, eles abrem as portas para uma onda de criminalidade. Isso explica porque nosso sistema penal é tão ridículo a tal ponto de não conseguir conter a criminalidade: a Esquerda está por trás disso e com o aval da OAB, afinal se não existir crimes e delinquentes, os advogados não terão emprego. O Estatuto da Criança e do adolescente (ECA) foi criado em 1991 com o objetivo de aumentar a criminalidade. Pois em seus parágrafos constam que adolescentes não podem ser punidos pelos crimes que cometem. Depois que a criminalidade está instalada em larga escala, eles atribuem a culpa ao “malvado capitalismo que gera desigualdade social”.

DESARMAMENTO:
Eles desarmam a população sob a desculpa de diminuir a violência social. Quando a população está convencida disso, percebe então que apenas os bandidos possuem armas e cometem crimes à vontade, enquanto a população desarmada torna-se refém dos criminosos e nada podem fazer para reagir.

DESMORALIZAÇÃO E SUCATEAMENTO DAS FORÇAS ARMADAS:
A esquerda abandona por completo o setor de segurança nacional, assim os policiais começam a ficar desarmados e com equipamentos ineficientes não conseguindo prestar os serviços de segurança que a sociedade necessita; não obstante todo este abandono do setor de segurança, eles ainda tentam convencer todos de que a polícia é um órgão do governo cujo objetivo é apenas gerar violência contra os pobres e negros e não tem real interesse em proteger os cidadãos. Logo que a polícia percebe o ódio da população, a polícia desiste de cuidar da segurança nacional. Assim a população fica completamente sem segurança.

INCITAM O ÓDIO ENTRE CLASSES E GRUPOS:
Os esquerdistas fazem palestras, discursos e propagandas tentando convencer as pessoas que existe um complô de ricos contra pobres e que estes últimos nunca irão melhorar de vida financeiramente enquanto não destruírem os seus “inimigos burgueses”. Se observarmos atentamente, veremos que os crimes contra donos de empresas aumentaram consideravelmente justamente porque houve doutrinação marxista nas escolas: a ideia de que os empresários exploram os trabalhadores gera ódio dos pobres ou dos trabalhadores contra os empresários. 

A MANIPULAÇÃO DE “GRUPOS OPRIMIDOS”:
Eles também incitam o ódio entre certos grupos para segregar a sociedade e destruir a coesão social. E assim tentam convencer a todos que: Brancos odeiam os negros, que religiosos odeiam homossexuais, que homens oprimem as mulheres, que o homem branco civilizado odeia os índios.Eles se autoproclamam os defensores dos ”grupos oprimidos”, tais como mulheres feministas, negros, homossexuais, índios etc. Então para conseguir apoio e voto desses grupos, eles passam a criar leis que os agradam e, no entanto, desagradam a maioria da população.assim os grupos “oprimidos” recebem total apoio estatal. Vejamos:

A) feministas:
- legalizam aborto;
- criam cotas para mulheres em universidades e concursos públicos;
- leis para favorecer as mulheres e prejudicar os homens no divórcio;
- aumentam cargos públicos para mulheres no governo;
- incentivam feministas a entrarem em igrejas para destruí-las;
- o governo gasta mais dinheiro com a saúde da mulher do que com a do homem;
- mulheres se aposentam mais cedo;

B) ativistas negros:
- cotas para negros em universidades e concursos públicos;
- cargos e dinheiro público para negros;
- leis penais mais leves para negros (só porque são negros);
- incentivam o ódio dos negros contra brancos.

C) ativistas homossexuais:
- cotas para homossexuais nas universidades e concursos públicos;
- cargos públicos para homossexuais;
- milhões destinados à parada gay;
- milhões destinados a vídeos escolares para doutrinação gay nas escolas (kitgay)
- forçam a justiça a realizar casamento gay nas igrejas;
- incentivam homossexuais a entrarem em igrejas para destruí-las e agredir cristãos;
- criam a ideia de que homossexuais nunca são agressores, apenas vítimas.


PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS:
Embora a mídia não divulgue, estas perseguições e, até agressões, existem e são fáceis de provar. Basta algumas pesquisadas em sites de vídeos da internet para constatá-las. (Veja o artigoO Outro lado do Feminismo). Existem grupos específicos que perseguem os cristãos: feministas e ativistas homossexuais. Estes acusam os cristãos de serem “machistas e homofóbicos”. Assim, eles:

- agridem os cristãos;
- destroem igrejas;
- criam leis para as igrejas indicarem clínicas de aborto às mulheres;
- forçam as igrejas a realizar casamentos homossexuais;

AUMENTO DO ESTADO:
a esquerda incha o estado com funcionalismo público e aumentam os impostos agressivamente causando o enriquecimento dos funcionários do governo e empobrecimento do restante da população.

SUBMISSÃO DOS PODERES LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO AO EXECUTIVO:
Toda as vezes que houve regimes totalitários, uma das primeiras medidas era se infiltrar, acabar ou neutralizar os poderes judiciário e legislativo justamente para facilitar os atos nocivos do executivo e impedir que os outros poderes fiscalizem-no.

INVASÃO DE UM EXÉRCITO COMUNISTA ESTRANGEIRO:
O último estágio da revolução é a invasão de um exército estrangeiro para instalar a Ditadura Comunista. No Brasil, o PT já criou, de forma inconstitucional, a Força Nacional que é um exército que pode atuar em todo e qualquer Estado brasileiro bastando a ordem de um Ministro de Estado subordinado ao governo Federal.

Todas essas medidas citadas acima provocam o caos. Pois estando a economia destruída (hiperinflação, falta de alimentos etc) a população sai às ruas para protestar contra o governo. A Esquerda então usa a propaganda para alegar que a "extrema-direita" está sabotando as políticas do governo. Então, eles acionam o exército estrangeiro para reprimir com extrema violência a população. O que prejudica ainda mais a situação é o fato da população estar desarmada e enxergarem o verdadeiro inimigo somente quando já é tarde.

Este mesmo alerta foi feito por Yuri Bezmenov em 1984, um ex-agente da KGB especialista em subversão:





O livro chamado "O Eixo do Mal Latino-Americano" relata que os políticos de Esquerda estão transformando a América Latina em um grande bloco socialista aos moldes da antiga União Soviética. Isso é extremamente perigoso, pois foi este modelo que criou monstros como Lênin, Stálin e causou milhares de mortes por fome e repressão estatal.




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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Explicando rapidamente o que é o Fascismo


O Fascismo é um sistema político no qual o Estado passa a controlar tudo: estradas, aeroportos, setor postal, escolas e universidades, bancos, setor energético, setor de combustível, mineração etc. O Objetivo do Fascismo é estatizar tudo, ou seja, transformar todo mundo em funcionário público com salários determinados pelo Estado. Muito além disso, transformar a sociedade no próprio Estado.

O Brasil é um país bastante fascista, mas poucas pessoas conseguem enxergar isso. Agora que você entendeu do que se trata o Fascismo poderá pesquisar em qualquer livro sobre o tema que você facilmente chegará à mesma conclusão. Bom Estudo!



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Mentiras que contam sobre o capitalismo


Que o ensino no Brasil é extremamente decadente é bem verdade e os próprios brasileiros reconhecem este fato. Porém a situação ficar ainda pior quando se aborda o tema “Capitalismo” nas escolas. Os estudantes sofrem um ataque de mentiras que mais se assemelha a uma “lavagem cerebral”, tamanha é a desonestidade intelectual dos professores. O texto a seguir vem desmentir inúmeras falácias contadas por aí a cerca do Capitalismo. Vamos ver uma por uma:


1- O Capitalismo tem que ser controlado pelo Estado:Essa sem dúvida é a mentira mais perversa de todas. Os economistas austríacos foram bastante eficazes em mostrar que o melhor Capitalismo é o liberal, ou seja, aquele em que o Estado não interfere na economia, ou interfere minimamente. A intromissão do Estado na economia é extremamente maléfica e isso pode ser facilmente observado quando o Estado aumenta os impostos, deixando os produtos mais caros e empobrecendo a população ou quando manipula a verdadeira taxa de juro causando distorções no mercado. Quanto mais livre for a negociação entre as pessoas e menos interferência estatal nestas relações, melhor será para as partes envolvidas. Aconselhamos a leitura dos livros “As seis lições” de Ludwig von Mises, “a economia do intervencionismo” de Fábio Barbiere e “Estado? Não, obrigado” de Marcelo Mazilli.


2- O Capitalismo é um sistema excludente: 
No capitalismo você pode abrir o seu próprio empreendimento e tornar-se empresário quando desejar, basta oferecer um bem (produto ou serviço) que os consumidores tenham interesse. Se não tiver dinheiro suficiente para iniciar o seu negócio, um banco pode lhe emprestar. Cada vez que novos empreendimentos são inaugurados, novas pessoas serão contratadas e sairão da zona de desemprego. Os esquerdistas são obrigados a admitir que o Capitalismo é mais inclusivo do que o Socialismo e isso é um fato incontestável.


3- No Capitalismo só o que importa é o lucro:
O lucro é o fator que determina se uma empresa está indo bem e criando riqueza, ao passo que o prejuízo demonstra que ela está indo à falência. Então, é o lucro que guia a ação empresarial de maneira saudável. Eu duvido se alguém no mundo aceitaria trabalhar sem receber o seu merecido lucro. Não devemos esquecer que é através do lucro que os empresários: pagam seus impostos, pagam seus funcionários, renovam estoques, compram máquinas para tornar a empresa mais eficiente e os produtos mais baratos ao consumidor final. O que se conclui na verdade é que o lucro é o fator que gera a prosperidade em qualquer sociedade. Até mesmo no Socialismo o lucro tem que existir obrigatoriamente. (Leia mais no artigo: Condenar o lucro é defender o retrocesso da humanidade


4- O Capitalismo criou as desigualdades sociais:
Muito pelo contrário, foi o capitalismo que acabou com as desigualdades sociais. Na antiguidade, as sociedades eram divididas em classes sociais (normalmente: a nobreza e o povo pobre) e não havia mobilidade social, ou seja, quem era pobre viveria e morreria pobre; e quem era rico viveria e morreria rico. Com a chegada do Capitalismo qualquer pessoa pode tornar-se um empresário como já dissemos anteriormente. Assim, quem é pobre tem a chance de ficar rico (desde que sua atuação no mercado seja excelente) e quem é rico pode ficar pobre da noite para o dia se agir de maneira irresponsável no mercado. Frequentemente vemos na TV pessoas que viviam na pobreza e triunfaram, enquanto pessoas que eram ricas faliram de repente. Essa é a mobilidade social que somente o Capitalismo foi capaz de criar. 


5- O Capitalismo é um sistema altamente poluidor:
Estudos ambientais mostram que o Socialismo é, na verdade, muito mais poluidor do que o Capitalismo (veja o artigo: “Poluição ambiental: Capitalismo X Socialismo”). A China, por exemplo, é considerada um dos países mais poluidores do mundo! Fora esta constatação, devemos olhar o que o Capitalismo vem promovendo em termos de produtos que protegem o meio ambiente: garrafas recicláveis, carros elétricos, ventiladores eólicos, placas solares para obtenção de energia elétrica limpa, computadores e pen-drives que impedem a destruição de milhares de árvores para criação de folhas de papéis etc. Não há dúvidas: o Capitalismo é o sistema que mais protege o meio ambiente.


6- O Capitalismo explora os trabalhadores:
No livre mercado, as pessoas somente realizam trocas quando ambas sentem que sairão ganhando durante este processo. Assim, os empresários desejam obter funcionários para fornecer aos consumidores os serviços e produtos que eles desejam, ao passo que os trabalhadores trocam livremente sua força de trabalho por um salário que tanto desejam. Assim ambos saem ganhando: empresários conseguem mão de obra e os trabalhadores conseguem um salário. Se os trabalhadores aceitam o salário que a empresa lhe oferece é sinal que ele entende que este novo salário o deixará em melhores condições de vida do que antes. A ideia de “exploração do trabalhador” já foi refutada pelos economistas austríacos Carl Menger e Eugen von Böhm-Bawerk. Se o leitor desejar saber mais procure os livros “Princípios de economia política” e “a teoria da exploração do Socialismo-Comunismo” dos respectivos autores.


7- O Capitalismo gera o consumismo:
Ninguém obriga ninguém a consumir. Por acaso existe algum empresário apontando uma arma para a sua cabeça te obrigando a consumir? Os indivíduos compram produtos porque querem, eles são livres para comprar ou evitar comprar. Cabe a eles fazer escolhas, ser responsáveis e arcar com as consequências de suas atitudes diante do mercado.


8- O Capitalismo serve somente para a “elite”:
Se isso fosse verdade não existiriam lojas que vendem produtos a preços bem baixos tais como as de 1,99 R$. O objetivo dessas lojas é justamente fazer com as classes mais baixas possam obter produtos a um preço pequeno. Da mesma forma, as privatizações sempre fazem os preços dos serviços baixarem, pois os empresários que entram no ramo anseiam obter o máximo de clientes possível e aniquilar os rivais, mas para conseguir tal façanha, ele deve baixar os preços dos seus produtos e serviços ao um nível mais popular possível. Após a privatização da telefonia no Brasil, as pesquisas estimam que cada brasileiro possui em média 2 telefones celulares, esta é a popularização do serviço. Devemos lembrar que mesmo o rei mais poderoso e rico da Antiguidade ou Idade Média, não obteve sequer nem metade do luxo que as pessoas possuem hoje graças ao Capitalismo. Reis não tinham telefones, nem televisão, nem ventiladores, nem condicionadores de ar, ou seja, graças ao Capitalismo, hoje vivemos infinitamente melhor do que o rei mais poderoso que o mundo antigo já conheceu.


Se você é um estudante que também ouviu esse amontoado de mentiras por aí, saiba que você não é o único. O objetivo desse texto foi desmascará-las de forma definitiva e esperamos que este objetivo tenha sido atingido. Esperamos também que a sua visão a respeito do Capitalismo tenha mudado.



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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O que é o capitalismo e porque ele não está funcionando bem no Brasil



O que é o Capitalismo?

O Capitalismo ou a economia de livre mercado é um sistema econômico no qual os indivíduos realizam trocas voluntárias entre si no intuito de satisfazerem seus desejos ou necessidades, alcançando assim o bem-estar. 

Neste sistema, os indivíduos são livres para escolher o que, quanto e onde obter um bem (produto ou serviço); da mesma forma que também são livres para escolher onde querem trabalhar e negociar qual será o seu salário; ou, se o indivíduo preferir, pode abrir o seu próprio empreendimento no ramo em que quiser.

No Capitalismo os meios de produção (fábricas, empresas etc) pertencem a indivíduos ou a grupos de indivíduos, chamados empresários, que os utilizam de modo a satisfazer as necessidades de outros indivíduos esperando alguma forma de compensação. 

Os empresários sempre trabalham no intuito de satisfazer as necessidades dos consumidores, desta forma, eles se esforçam para atender a demanda de terceiros caso queiram obter algum lucro. Muitos economistas denominam o livre mercado como um sistema onde predomina a supremacia dos consumidores, pois através de suas escolhas diárias, eles decidem quem serão os empresários bem ou mal sucedidos no mercado. Serão excluídos do mercado os empresários que não satisfizerem as vontades soberanas dos consumidores. Normalmente, os consumidores fazem suas escolhas no mercado com base em 2 critérios: menor preço e melhor qualidade do bem. Desta forma, somente sobreviverão no mercado, os empresários que agirem de modo a sempre atingir os interesses dos consumidores.


Características do Capitalismo:

A característica primordial do Capitalismo é a interferência nula ou mínima do Estado na economia (quando o Estado é dono de todos os meios de produção e passa a controlar totalmente a economia, isso chama-se Socialismo). Assim sendo, podemos concluir que o funcionalismo público não tem relação nenhuma com o Capitalismo. Se a interferência estatal deve ser nula ou mínima, então devem existir as seguintes características para que o Capitalismo funcione corretamente:

- baixos impostos;
- Estado Mínimo;
- redução drástica do funcionalismo público;
- livre concorrência entre empresas;
- privatização em larga escala;
- ausência de bancos estatais;
- ausência de empresas estatais;
- câmbio flutuante;
- taxa de juro natural;
- padrão ouro;
- ausência de protecionismo.

Essas características não existem no Brasil. Pelo contrário, aqui ainda existem essas crenças de que o Capitalismo só funciona corretamente se for controlado pelo Estado. Pior ainda, muitos sonham em implantar o regime socialista no Brasil achando que um sistema Estatal altamente controlado por burocratas levará a “igualdade social para todos e fará deste país uma potência mundial”. Os países do Leste europeu conheceram o Socialismo de perto e não querem esse sistema nunca mais em seus territórios. Os países europeus entenderam que o Capitalismo liberal é um sistema econômico infinitamente melhor para qualquer nação que deseja prosperar. Mesmo com seus pequenos defeitos, o Capitalismo ainda é o melhor sistema econômico que o mundo já conheceu. Mas aqui nesse Brasil com a educação debilitada que recebemos vai demorar muito para que os estudantes reconheçam este fato. Aqui ainda sonham com a utopia genocida do Socialismo. Entretanto, os ventos da mudança já começam a soprar no Brasil e uma legião de estudantes já defende o liberalismo econômico por entender que ele é melhor para todos. Que cada um continue fazendo sua parte para melhorar o destino deste país, pois infelizmente o debate sobre economia no Brasil está muito atrasado.



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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A pobreza criada pelo Socialismo

Em 1920 o economista austríaco Ludwig von Mises apresentou ao mundo o seu livro “O calculo econômico sob o socialismo” alertando seriamente que o cálculo econômico socialista era impossível e a implantação deste regime levaria qualquer país a pobreza. Mises argumentou que quando o mercado é abolido e o Estado se torna dono de todos os meios de produção, o preço que era praticado no mercado desaparece impedindo assim que os recursos sejam alocados de maneira eficiente. No capitalismo, a livre concorrência dá ao indivíduo a liberdade de escolher qualquer bem (produto ou serviço) pelo preço mais barato que encontrar no mercado. No Socialismo essa possibilidade não existe, pois o Estado detém o monopólio sobre os meios de produção que movem a economia e acaba sempre por estabelecer preços monopolistas. Levando este problema para outras situações, podemos dizer como exemplo o seguinte: quando os capitalistas desejam construir uma ferrovia, eles avaliam todos os pormenores da questão, se este novo negócio será lucrativo ou não. Se não o for, os capitalistas imediatamente desistem da operação e assim, impedem que seus recursos financeiros sejam gastos em obras inúteis ou não lucrativas. Os capitalistas fazem essas predições com base nas informações fornecidas pelo mercado; já o Estado Socialista não tem como fazer essas previsões, pois o mercado nele é abolido tornando a economia socialista totalmente cega. Até hoje Ludwig Von Mises permanece irrefutável, afinal há quase 100 anos que socialista algum jamais encontrou qualquer falha central em sua teoria.


A Teoria a cerca do Cálculo Econômico Socialista possibilita compreender o motivo pelo qual os países capitalistas são sempre mais prósperos do que os países socialistas. A antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) sofreu com a pobreza e até fome durante 70 anos sob o regime socialista, mas bastou retornar ao capitalismo que em menos de 3 décadas já se tornou uma superpotência temida no mundo inteiro. O que dizer da China socialista então que sob o comando de Mao Tsé Tung matou 45 milhões chineses por inanição? Foi necessário que o líder, mais pragmático e menos conhecido, Deng XiaoPing restabelecesse a economia de mercado para que o país prosperasse, mesmo assim a economia chinesa ainda permanece fortemente controlada pelo Estado. A Coréia do Norte atualmente sofre sérias acusações de canibalismo devido à fome intensa que seus cidadãos sofrem sob o comando de Kim Jong-Un. Nem preciso dizer que na ilha caribenha de Fidel Castro o povo sofre com o racionamento de produtos: o governo determina o que e o quanto cada cidadão pode consumir; se os cidadãos quiserem mais, precisarão recorrer ao contrabando, correndo o risco de serem presos. E agora é a vez da Venezuela de Nicolás Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez, que sofre com o desabastecimento de produtos (incluindo produtos básicos como papel higiênico), inflação acima de 50% (2013). Sofre ainda a falta de energia elétrica (ou será que o governo causa blackouts de propósito para punir uma população insatisfeita com o regime socialista?). Todos esses países eram potencialmente ricos. A Venezuela, por exemplo, é uma das mais poderosas detentoras de petróleo do mundo! E, no entanto, faltam nas prateleiras dos supermercados produtos básicos para o uso diário. Isso é um paradoxo incrível! Nada está sendo inventado aqui. Todas essas constatações estão largamente documentadas em diversos livros de História.

Voltando ao debate sobre o Cálculo Econômico, o economista polonês e marxista Oskar Lange tentou contra-argumentar Mises, alegando que a economia socialista poderia funcionar se houvesse uma espécie de simulacro do funcionamento do mercado, mas Friedrich Hayek, aluno de Mises, além de apontar inúmeras falhas concebidas por Lange, rebateu perguntando por quais motivos esse modelo seria melhor que o livre mercado. Hayek também apontou que seria totalmente irracional substituir bilhões de decisões de indivíduos que atuam no mercado por um modelo centralizado e dependente das decisões de “iluminados” burocratas do comitê de planejamento, isso geraria um Estado altamente burocrático e corrupto. No fim das contas Oskar Lange teve que se render e escreveu em seu ensaio “Sobre a Teoria econômica do Socialismo” o seguinte:
“Os socialistas certamente têm boas razões para se mostrarem gratos ao professor Mises, o grande advocatus diabol da causa deles. Pois foi o seu poderoso desafio que obrigou os socialistas a reconhecerem a importância de se ter um adequado sistema de contabilidade econômica para guiar a alocação de recursos em uma economia socialista. Mais ainda: foi principalmente por causa do desafio apresentado pelo Professor Mises que muitos socialistas se tornaram cientes da existência de tal problema... [O] mérito de ter feito com que os socialistas abordassem sistematicamente esse problema pertence totalmente ao Professor Mises.

Tanto com uma forma de expressar reconhecimento pelo grande serviço prestado por ele, quanto como uma forma de se lembrar da primordial importância de se ter um sólido método de contabilidade econômica, uma estátua do Professor Mises deveria ocupar um lugar de honra no grande hall do Ministério da Socialização ou no do Comitê de Planejamento Central do estado socialista”
Muitos socialistas ainda hoje acreditam firmemente que a economia pode ser controlada pelo Estado sem causar nenhum dano aos indivíduos de um país. Quanta arrogância! No fundo, ao que tudo indica, eles apenas não querem admitir que Karl Marx estava errado.



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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Hitler não era cristão e nem teve apoio oficial da ICAR

Meus humildes agradecimentos à página ANTIATEÍSMO

Se existe uma lição elementar que muitas pessoas já deviam ter aprendido é que não se deve acreditar no que os políticos dizem ao povo em púbico ou na mídia, pois na maioria dos casos trata-se de mentiras para angariar o apoio popular. Devemos sim observar o que o político realmente está fazendo na prática. Assim, por exemplo, um político pode fazer milhares de discursos exaltando incansavelmente a defesa da democracia, enquanto por baixo dos panos está instalando uma ditadura em seu país. Prestar atenção no que um político faz é muito mais importante do que os discursos feitos em espaços públicos para agradar ao povo. O caso de Hitler não é diferente.

Os ateus militantes alegam confiantes que Hitler era um cristão por causa das declarações do livro Mein Keimpf, escrito pelo próprio Fuhrer, no qual ele alega estar lutando em nome de Jesus Cristo. Mas os ateus parecem esquecer alguns detalhes importantes. Hitler mandou retirar a Bíblia das escolas e substitui-la pelo Mein Keimpf, um político realmente cristão faria algo assim? Além do mais, porque um monstro moral feito Hitler diria a verdade num livro feito para o povo ler? Não seria essa uma estratégia de Hitler para agradar o povo (que em sua maioria era cristão) para que desta forma obtivesse apoio à sua causa? Outra pergunta intrigante é: porque Hitler seria tolerante com o Cristianismo sabendo que esta é uma religião de origem judaica? Afinal, Hitler não apenas queria aniquilar fisicamente os Judeus, mas também acabar com toda influência cultural judaica presente na Alemanha. Portanto, não faz muito sentido acreditar que Hitler queria manter uma religião judaica dentro do Terceiro Reich . Essas constatações importantes parecem passar despercebidas aos incautos ateus militantes.

Existe um amplo material histórico sobre este assunto, incluindo principalmente livros com depoimentos de Hitler aos seus oficiais (de maneira mais reservada) sobre o que os nazistas pensavam sobre o Cristianismo e seus futuros planos para destruí-lo no regime Nacional-Socialista. Diversos livros, jornais, documentos e documentários de historiadores provam que Hitler era na verdade um anti-cristão que cultuava entidades pagãs. Vejamos cada item:

1 - NAZISMO CONTRA A IGREJA (livros): 

1.1 - Ascensão e queda do terceiro Reich 


 
"A Ascensão e Queda do Terceiro Reich" do jornalista e escritor norte-americano William L. Shirer é uma obra literária em seis volumes que relata a história da Alemanha nazista. É considerada uma das melhores e mais importantes obras sobre este assunto. Shirer, um repórter da rádio CBS, esteve na Alemanha durante muitos anos até dezembro de 1940, quando a crescente censura das suas emissões pelos Nazistas tornaram o seu trabalho impraticável. William Shirer escreveu que:
"sob a liderança de Rosenberg, Bormann e Himmler, apoiados por Hitler, o regime nazista pretendia destruir o cristianismo na Alemanha, e se possível, substituir o antigo paganismo dos deuses germânicos tribais do passado pelo novo paganismo do extremistas nazistas". 

1.2 - The Swastika against the Cross (A Suástica contra a Cruz):


SINOPSE: 
"Os nazistas planejaram a eliminação do cristianismo. Uma vez que, isso era de conhecimento de todos e vários escritores reconheceram este fato crucial enquanto os nazistas estavam no poder. Hoje, em um clima político e social encharcado com medo e ódio ao Cristianismo, a guerra nazista sobre o cristianismo e oposição cristã ao nazismo é história "politicamente incorreta". Mas as palavras escritas em livros antigos não podem ser reescritas para se adequar à calúnia contemporânea que é feita ao cristianismo. O registro de mais de quarenta livros publicados enquanto Hitler estava no poder, tem clara e forte conclusão: a suástica estava em guerra contra a Cruz". (FONTE)

1.3 - The Nazi Persecution of the Churches (A Perseguição Nazista às Igrejas):


Em seu livro "The Nazi Persecution of the Churches", J. S. Conway descreve, com meticulosidade acadêmica e apoiado em ampla documentação, a triste história da Igreja na Alemanha Nazista. Uma característica única do livro é que ele se baseia em documentos oficiais dos arquivos nazistas para revelar a política oficial para as igrejas. Alguns membros da hierarquia nazista, como Bormann e Himmler, eram mais abertamente hostis ao Cristianismo e sentiam que a perseguição absoluta era a melhor maneira de lidar com aqueles que se recusassem a aceitar "o novo modelo do Estado". Outros achavam que o Cristianismo estava condenado a morrer por si só e a política mais sensata era colocar pressão sobre a igreja, além de se concentrar em conquistar a simpatia da jovens, evitando usar hostilidade desnecessária que poderia enfraquecer o apoio ao governo.

Igualmente importante é a descrição detalhada das medidas tomadas pelo governo nazista para limitar as atividades das igrejas e apressar seu declínio - por exemplo :

  1. prisões de clérigos e reclusão em campos de concentração;
  2. assassinatos de opositores religiosos do regime;
  3. agressões físicas sobre clérigos ignoradas pela polícia;
  4. organizações e associações acadêmicos, juvenis, trabalhadoras, profissionais, feministas, esportivas  religiosas e sociais proibidas;
  5. apreensão de bens da igreja, incluindo orfanatos , hospitais , conventos e escolas (com insígnias religiosas removido e professores demitidos);
  6. demissão de funcionários públicos católicos;
  7. publicações da igreja censuradas ou proibidas;
  8. reuniões religiosas diretamente atacadas pela SA;
  9. proibição de reuniões públicas sem aprovação governo;
  10. dissolução dos partidos políticos religiosos;
  11. ataques a igreja e ao cristianismo na imprensa;
  12. tentativas de forçar todas as igrejas alemãs a serem controladas pelo Estado;
  13. restrição de construção de edifícios religiosos;
  14. vigilância dos serviços dos líderes de igrejas;
  15. ataques públicos sobre a igreja por líderes nazistas , incluindo Goebbels e Goering
  16. proibição de críticas ao nacional-socialismo;
  17. proibição de criação de novos grupos religiosos;
  18. funcionários públicos obrigados a retirar seus filhos das organizações religiosas juvenis sob a pena de perda de emprego;
  19. total submissão da Igreja ao Estado em todos os aspectos;
  20. a "separação de igreja e estado" significa que as igrejas foram impedidas de se manifestar sobre assuntos políticos;
  21. professores do ensino médio proibidos de serem ativistas em grupos de jovens religiosos;
  22. clérigos , incluindo monges e monjas , presos e julgados por acusações forjadas;
  23. orações proibidas nas assembleias escolares;
  24. remoção de crucifixos e pinturas religiosas das escolas.

1.4 - Hitler's Table Talk (Conversas à mesa com Hitler):


O livro Hitler’s Table Talk reúne várias conversas de Hitler com outros líderes nazistas, geralmente realizadas na mesa de comer, entre os anos de 1941 e 1944. Citaremos aqui algumas passagens traduzidas livremente:
“O golpe mais pesado que já atingiu a humanidade foi a vinda do Cristianismo. O bolchevismo é filho ilegítimo do Cristianismo. Ambos são invenções dos judeus.”(Página 13) 
“Não se diga que o Cristianismo trouxe ao homem a vida da alma, visto que a evolução estava na ordem natural das coisas.” (página 13) 
“O Cristianismo é uma rebelião contra a lei natural, um protesto contra a natureza. Em sua lógica extrema, o Cristianismo significa o cultivo sistemático da falha humana.” (página 57) 
“A melhor coisa é deixar o Cristianismo morrer de forma natural. Uma morte lenta tem algo confortante sobre ele. O dogma do Cristianismo se desgasta perante os avanços da ciência. A religião terá de fazer mais e mais concessões. Gradualmente, os mitos desmoronam.” (página 65) 
“O Cristianismo, é claro, atingiu o pico do absurdo a este respeito. E é por isso que um dia a sua estrutura irá desmoronar. A ciência já impregnou a humanidade. Consequentemente, quanto mais o Cristianismo se apega aos seus dogmas, mais rápido declinará.” (Página 66) 
“Mas o Cristianismo é uma invenção de cérebros doentes: ninguém poderia imaginar nada mais sem sentido, nem qualquer forma mais indecente de transformar a ideia da divindade em um escárnio.” (página 150) 
“Com tudo na mesa, não temos razão para desejar que os italianos e espanhóis devem libertar-se da droga do Cristianismo. Seremos os únicos imunes à doença”(página 151) 
“Não se pode ter sucesso ao conceber quanta crueldade, ignomínia e falsidade a intrusão do Cristianismo tem escrito para este nosso mundo.” (página 294)
"Mas se Hitler não apenas escusava de praticar o que o cristianismo prega, mas também agia ao contrário deste, e superando os antiteístas a difamar o cristianismo, por que é que insistem em dizer que ele era um Cristão?(FONTE: defesa bíblica)


1.5 - Apoiando Hitler: consentimento e coerção na Alemanha Nazista


Em seu livro "Apoiando Hitler", o historiador Robert Gellately revela que Hitler inicialmente recebeu amplo apoio do povo alemão, por vários motivos: Assistencialismo econômico que o Estado oferecia aos cidadãos; o forte combate ao crime, à prostituição e degeneração moral do povo; fortalecimento da economia e geração de empregos etc. Hitler era um líder populista e carismático, é evidente que com atitudes políticas energéticas e com ótimos resultados, ele obteria facilmente o apoio popular que tanto buscava. Entretanto, o antissemitismo ainda não era o ponto forte do regime nazista durante aquela época, Hitler queria inicialmente conseguir o amplo apoio do povo e para isso fez uso de técnicas de oratória e intensa propaganda midiática:
"Hitler também buscou se aproximar de oponentes, como os católicos, assinando um tratado com o Vaticano em 8 de Julho de 1933. Até então os eleitores católicos mantinham-se leais ao seu Partido do Centro, sendo os principais responsáveis pelo fato de os nazistas não conseguirem maioria eleitoral. Os católicos em pouco tempo se ajustaram à ditadura. Os protestantes, contudo, desde o início foram mais simpáticos ao Nazismo. Nas eleições religiosas de 1933, dois terços dos eleitores apoiaram a seita cristã alemã que desejava integrar Nazismo e Cristianismo e expulsar os judeus que haviam se convertido ao protestantismo. Hitler fez um curto apelo no rádio aos protestantes na véspera dessas eleições religiosas e pediu-lhes que mostrassem seu apoio às políticas nazistas. Ele não teve como ficar decepcionado pelos resultados pró-nazistas" (Pág. 41).
Ao longo do livro, Gellately vai revelando ainda quem Hitler apontava como "inimigos do Estado":
"Outra parte do evento (Congresso) em Nuremberg, frequentemente negligenciada, aconteceu em 11 de Setembro,quando Hitler proclamou o que chamou de "uma luta contra inimigos internos da nação". Esses "inimigos" eram vagamente definidos como o "marxismo judaico e a democracia parlamentar a ele associado"; "o moral e politicamente depravado Partido do Centro Católico"; e "certos elementos de uma burguesia burra, reacionária e incapaz de aprender". A proclamação não informou quais passos seriam dados, mas soou como o princípio de uma guerra social." (Pág. 76-77)
Algum ateu pode explicar como é que um líder "cristão católico" considera um Partido Católico como sendo um dos principais inimigos do Estado o qual ele mesmo comandava? É um estranho problema de "lógica" que os ateus precisam resolver. E mais ainda:
"Precisamente nessa época [1936], o Conselho da Igreja Evangélica Alemã escreveu a Hitler para manifestar reservas a respeito da nova Alemanha. O Conselho expressou preocupação com o quanto o país estava se distanciando do Cristianismo, e os membros também mencionaram que estavam com a consciência pesada pela prolongada existência dos campos de concentração [que os nazistas afirmavam ser apenas prisões temporários para inimigos políticos do Estado] e da Gestapo. Infelizmente, nada resultou desse protesto brando". (Pág. 102)
Não se entende muito bem como é que um líder "cristão", que detém amplos poderes políticos, permitiu que a sociedade, a qual governava com mão de ferro, tivesse se distanciado do Cristianismo. E mais estranha ainda é a sua apatia e despreocupação diante do enfraquecimento do Cristianismo. Não deveria ser o contrário? Se Hitler realmente era cristão, não deveria ter mostrado mais preocupação com este problema e fortalecido o Cristianismo?

2 - IGREJA CONTRA O NAZISMO:

2.1 - As Encíclicas papais:

A Igreja Católica inicialmente apoiou o Partido Nacional Socialista porque julgava que o objetivo de Hitler era apenas criar um Estado forte e patriota que pudesse reerguer a Alemanha da crise social, econômica e política em que se encontrava após a 1ª Guerra Mundial e o fracassado experimento da República de Weimar. Mas nem o Nazismo nem o Fascismo tiveram apoio oficial da Igreja Católica e isso é fácil provar através das encíclicas Papais de Pio XI a seguir:
Non Abbiamo Bisogno: (em português: Nós Não Precisamos) é o nome de uma das encíclicas do Papa Pio XI, promulgada em 29 de junho de 1931, na qual condena o Fascismo italiano. A encíclica possuía uma postura fortemente antifascista e como retaliação à sua publicação, o ditador fascista Benito Mussolini ordenou que fossem dissolvidas as associações católicas de jovens na Itália. 
Mit brennender Sorge (em português: Com Profunda Preocupação) é a encíclica papal de Pio XI, escrita em 14 de Março de 1937, que condenou o nazismo alemão e sua ideologia racista. A reação do ditador nazista Adolf Hitler também foi violenta e recrudesceu fortemente a perseguição de católicos na Alemanha incluindo fechamento de igrejas e prisões de padres e fiéis.
Prestem bastante atenção agora: 
- Hitler ascendeu ao poder em 1933 através de um decreto que o transformava de chanceler a Fuhrer;
- em 1937 (4 anos depois) o Papa Pio XI publica sua encíclica condenando o Nacional-Socialismo alemão.

Ora, se a Igreja Católica realmente tivesse apoiado o Nazismo, porque o Papa Pio XI se daria ao trabalho de escrever encíclicas condenando oficialmente este regime? As 2 encíclicas papais supracitadas por si só já refutam oficialmente a ideia de que a Igreja apoiou o Nazismo ou o Fascismo. Mas é evidente que houve casos isolados de certos clérigos que foram coniventes com o regime de Hitler, mas isso já demonstra uma total desobediência à hierarquia eclesiástica estabelecida pela ICAR.


2.2 - A fraude sobre a omissão de Pio XII:

Muitos ateus alegam que o Papa Pio XII foi um pontífice omisso no que tange ao sofrimento dos judeus e ao totalitarismo nazista provavelmente por causa do livro "O Papa de Hitler" do autor John Cornwell. Porém o próprio autor da tese desmentiu isso em seu livro:

1. (pg. 222) – “Cardeal Theodor Innitzer (...) , esse príncipe da Igreja levou sua ousadia a ponto de receber Hitler calorosamente em Viena. Pacelli (o Papa), ficou indignado com este ato de adesão local. Pacelli divulgou um aviso no L’Osservatore Romano declarando que a recepção a Hitler, oferecida pela hierarquia austríaca não tinha endosso da Santa Sé.” 
2. (pg. 239) - “a 3 de março, o Berliner Morgenpost declarou “a eleição de Pacelli não é aceita favoravelmente na Alemanha, já que ele sempre foi hostil ao nacional-socialismo” 
3. (pg. 252) - “Pacelli não sentia a menor atração por fascistas ou nazistas, e apelidara Hitler de “Atila motorizado”.

Os Livros  "Os Judeus do Papa" de Gordon Thomas e "Pio XII: o Papa dos Judeus" de Andrea Tornielli revelam com precisão que o Papa Pio XII articulou um grande plano humanitário para ajudar os judeus em sigilo. Assim é revelado que padres e feiras deram milhares abrigos a judeus em mosteiros e conventos, ele ainda efetuou doações de ouro do próprio Vaticano para socorrer judeus em Roma e escondeu milhares deles em sua residência de verão, enquanto os nazistas bombardeavam a cidade.
    
       

Os motivos para a suposta "omissão" do Papa Pio XII e os bastidores do que estava acontecendo dentro do Vaticano durante o regime nazista foram magistralmente abordados no livro de Peter Goldman: "O Vaticano e Hitler"



3 - DOCUMENTÁRIOS:

Conspiração Nazista - Discovery Channel





4 - JORNAIS DA ÉPOCA:



CONCLUSÃO:

O que se pode concluir a partir da análise de todo o material descrito aqui é que de fato, os nazistas esconderam os seus verdadeiros planos durante os primeiros anos, enquanto utilizavam a educação estatal (e outros métodos de propaganda) para corromper a mentalidade do povo e aos poucos instalar o antissemitismo (eles demonizaram-desumanizaram os judeus) naquela geração de alemães para consentirem com o Nazismo. Quando os nazistas passaram a sentir que a população estava "pronta" como eles queriam, eles então passaram a falar abertamente (inclusive em jornais) sobre as atrocidades que tinham em mente, pois a população já não oferecia mais resistência a essa ideia(quem oferecesse resistência era imediatamente chamado de "traidor do Estado" e era enviado aos campos de concentração sem direito à julgamento), pelo contrário, já apoiava. Somente quando os nazistas revelaram que seus planos iam além de simples melhoria econômica e social na Alemanha e já não escondiam mais os seus sentimentos antissemita foi que a Igreja então passou a repudiar o regime.

Os militantes ateus consideram esse assunto encerrado: "Hitler era cristão e ponto final". Entretanto, conforme foi mostrado ao longo dessa postagem, não é bem isso que a História afirma. Ao que tudo indica, Hitler odiava fortemente o Cristianismo e mais ainda, a Igreja Católica não apoiou o regime nazista, conforme demonstrado pelas atitudes dos Papas da época.

É preciso mais do que o simples livro Mein Keimpf para provar que Hitler realmente acreditava no Cristianismo como religião guia da ideologia nazista e citá-lo apenas no intuito de tentar demonizar esta religião é apenas uma falsidade intelectual chamada Reductio ad Hitlerum.