sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A Idade Média foi um período de atraso cultural?



"A Idade Média: foi um período de total estagnação intelectual, conhecida também como Idade das Trevas". Eis o retrato mental que a maioria dos professores de História criam na mente dos alunos nas escolas e universidades. A idéia de achar que a Idade Média foi um período de atraso intelectual é um grande motivo de piada e risos para historiadores realmente sérios. Mas aqui no Brasil, com essa educação sucateada, essa idéia é levada à sério. A mentira nunca dura por muito tempo e agora não será diferente. 

Já foi dito isso aqui neste espaço, mas não custa nada repetir: A Idade Média sofreu um certo freio cultural porque após a queda do Império Romano no Ocidente, os povos bárbaros invadiram a Europa e promoveram a destruição de bibliotecas, livros e vários tipos de arte. Foi a Igreja Católica que teve o enorme trabalho de preservar o que restou e ainda restaurar a alta cultura deixada pelos gregos e romanos, bem como civilizar estes povos bárbaros e violentos através do Cristianismo. Devemos lembrar também que a divulgação de livros era mais lenta, pois eles tinham de ser copiados à mão, haja vista que a imprensa só foi inventada no século XV por Gutenberg.

Mas se você prefere ignorar a verdade, vamos fazer algumas perguntas que lhe ajudarão a medir o seu nível de conhecimento a respeito desse período:

Você sabia que foi a Igreja Católica, ainda na Idade Média, que criou as primeiras universidades e hospitais do mundo ocidental, com objetivo de alavancar o pensamento científico, e que ainda ajudava financeiramente os acadêmicos de todos os lugares da Europa? Você conhece os escritores mais famosas dessa época tais como Dante Alighieri ou Giovanni Boccaccio? E os filósofos Agostinho de Hipona ou Tomás de Aquino? Você conhece pintores como Giotto, Jan Van Eyck, El Bosco, Durero? E a beleza triunfante da Arquitetura Gótica? Você já ouviu as músicas líricas medievais? Sabia que a partitura, o xadrez, o baralho, óculos, a ampulheta, carrinho de mão, talheres foram inventados nessa época? Você sabia que o homem medieval estudava todas As Sete Artes Liberais, conhecidas como Trivium (Gramática, Retórica e Dialética) e Quadrivium (Aritmética, Geometria, Música e Astronomia)? Quem nos dias atuais sequer conhece algo sobre Retórica ou Astronomia?

Agora você consegue entender a confusão e o problema causados pelos professores que insistem em ensinar conteúdos baseados em puro preconceito? Como historiadores sérios poderiam então achar que um período tão culturalmente rico foi, na verdade, um período de ignorância (ou "trevas")? Praticamente todo o conhecimento e tecnologia que desfrutamos hoje foi criado na Idade Média. Dizer que esse período foi conhecido pela estagnação cultural é como dizer que nós também somos atrasados. Nas palavras do professor Hilário Franco Jr,: "Somos todos da Idade Média".

Vamos ouvir um pouco de música da "Idade das Trevas":

video

England - Anon. 1225: Miri it is while sumer ilast


REFERÊNCIAS:

- O outono da Idade Média. Johan Huizinga. Editora Cosac Naify, 2010.
- Luz sobre a idade média. Régine Pernoud. Editora Europa-America PT, 1997.
- Idade Média: o nascimento do Ocidente. Hilário Franco Jr. Editora Brasiliense, 2001.
- Invenções da idade média. Chiara Frugoni. Editora Zahar, 2007.
- Homens e mulheres da idade média. Jacques le Goff. Editora Estação Liberdade, 2014
- Os intelectuais na idade média. Jacques le Goff. Editora José Olympio, 2006
- Como seria sua vida na idade média. Fiona MacDonald. Editora Scipione, 1997
- Arte e beleza na estética medieval. Umberto Eco. Editora Presença. Editorial Presença, 1989
- O despertar da Europa: a baixa Idade Media. Marco Antônio de Oliveira Pais. Atual Editora.
- Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental. Thomas Woods Jr. Editora Quadrante. 2011.
- Trivium e Quadrivium - As Artes Liberais na Idade Média. Friaça, Amancio C. S. Editora Ibis, 1999


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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A Igreja Católica é contra a ciência?

Galileu explica o relevo lunar a cardeais. 
Pintura de Jean-Leon Huens (1921-1982).



Vivemos num momento muito difícil no nosso país, principalmente no que concerne à educação, pois atualmente o governo usa o sistema escolar para esconder a verdade dos nossos estudantes e manipulá-los. E uma das grandes mentiras contadas nas escolas é que a Igreja Católica é contra a ciência. O suposto “atraso cultural” durante a Idade Média e perseguição a cientistas pelo Tribunal da Inquisição são alguns dos fatos que “comprovam” a incompatibilidade da postura da Igreja contra a ciência.

O que faremos agora é apresentar um breve resumo, baseado nas pesquisas de historiadores renomados (cujas obras serão indicadas no final do texto), mostrando a falsidade dos livros adotados pelo nosso Ministério da (des)Educação. Vamos lá:

A IDADE MÉDIA (V – XV):

A maioria dos estudantes está ciente de que Grécia e Roma nos deixaram um legado cultural de altíssimo nível (considerado clássico). Platão, Sócrates, Aristóteles, Epicuro, Arquimedes, Homero, Cícero e Virgílio são alguns dos grandes nomes desse período de efervescência intelectual do mundo antigo. Mas se o momento Greco-romano foi caracterizado pela ascensão da alta cultura, porque o período seguinte, a Idade Média, é considerado inferior? A resposta do senso-comum escolar é de que a Igreja Católica é a responsável por tal atraso intelectual.

No entanto, o que muitos ignoram é que após o enfraquecimento e queda do Império Romano do Ocidente, os povos bárbaros (pagãos) invadiram a Europa, destruíram bibliotecas, queimaram livros e todo tipo de arte que puderam. Foi a Igreja Católica que se incumbiu do enorme trabalho de preservar e restaurar o que restou da cultura antiga e ainda teve que civilizar estes povos bárbaros através do Cristianismo (você entende agora o significado da “conversão de Clóvis”, rei dos francos?).

Foi a Igreja Católica que criou as primeiras universidades e hospitais do mundo ocidental, com objetivo de alavancar o pensamento científico, e ainda ajudou financeiramente os acadêmicos que vinham de todos os lugares da Europa.

Em resumo, a ciência estagnou um pouco na Idade Média não por culpa da Igreja Católica, mas por sim por causa da destruição promovida pelos povos bárbaros. Some a isso o fato de que a propagação de livros era relativamente lenta, pois estes eram copiados à mão. Afinal, a publicação em larga escala só foi possível a partir do século XV com a invenção da imprensa por Gutenberg (Ainda hoje existem protestantes alegando que a Igreja Católica era contra a publicação da Bíblia para o povo ler naquela época. Você já deve ter percebido o erro desse raciocínio, não é?).

A INQUISIÇÃO CONTRA CIENTISTAS:

A Igreja Católica perseguiu e matou milhões de cientistas porque era contra a propagação do conhecimento”, assim dizem os “especialistas” no assunto (para inicio de conversa, essa cifra é absurda até mesmo para a Europa inteira). A verdade é que os cientistas não foram perseguidos por causa da ciência, mas sim porque estavam praticando heresias contra o Cristianismo, heresias estas que eram repudiadas até mesmo pelas próprias populações locais. A prática da heresia foi o que provocou a ira de certos inquisidores e a morte de alguns cientistas, entre os quais consta Giordano Bruno (Ninguém aqui está negando a fase opressiva da Igreja Católica, pois estamos interessados na busca da verdade com total honestidade intelectual, sem ideologias, sem omissões ou mentiras).

Mas e o famoso caso de Galileu? Galileu nunca foi perseguido. Pelo contrário, a Igreja lhe atribuiu muitos prêmios e auxilio financeiro para suas pesquisas. O que realmente aconteceu foi que Galileu alardeava publicamente sobre a Teoria Heliocêntrica, mas ele infelizmente nunca foi capaz de comprová-la na prática. Então a Igreja solicitou que ele parasse com esta atitude anti-científica de divulgar tal teoria, enquanto não houvesse provas definitivas. As contribuições de Copérnico e Johannes Kepler (apoiado nas descobertas da física newtoniana) foram apenas teóricas. A Teoria Heliocêntrica só pode ser comprovada cientificamente em 1851 (Séc. XIX) com a experiência do Pêndulo de Foucault.

AS CÉLULAS-TRONCO:

A Bioética é um ramo da Filosofia cujos temas tem se tornado cada mais presente nos debates mundiais. Aborto, eutanásia e transumanismo são alguns temas relacionados a Bioética e a Igreja evidentemente tem sua postura filosófica sobre esses assuntos.

Sem realizar pesquisa nenhuma, os detratores da Igreja Católica (principalmente jornalistas da grande mídia) espalham publicamente que ela é contra o uso das células-tronco e quer, desta forma, impedir o avanço da ciência e da solução de problemas de saúde que afetam a população mundial. Devemos rir ou chorar com tantas mentiras?

A Igreja é contra apenas o uso de células-tronco embrionárias, porque estas se demonstraram ineficientes e causadoras de outros problemas de saúde graves. A igreja é totalmente A FAVOR do uso de células-tronco adultas, pois estas sim apresentam resultados eficientes. Você duvida? Recentemente o hospital do Vaticano realizou descobertas bem interessantes no que diz respeito às células-troncos adultas (mas não espere a grande mídia divulgar isso). Veja ainda o que dizem a respeito disso, o professor Felipe Aquino ,o blog O Catequista e o jornal O Estadão .

CONCLUSÃO:

Como se pode notar, quase tudo que se diz sobre a oposição da Igreja contra a ciência é baseado em preconceitos, mitos e mentiras. O objetivo de governos de Esquerda é usar o sistema de ensino para criar um exército de estudantes que odeiam a Igreja Católica. Não permita que seus filhos caiam nessa armadilha. Entretanto, para que este texto não fique parecendo apenas uma "teoria de um blogueiro", aconselhamos que o próprio leitor faça sua pesquisa. As fontes que indicamos podem ser vistas a seguir. 


REFERÊNCIAS:

- Ciência e Religião. Peter Harrison. Editora: Idéias e Letras, 2014.

- Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental. Thomas Woods Jr. Editora Quadrante, 2011.

- Os intelectuais na Idade Média. Jacques le Goff. Editora José Olympio, 2003.

- A Igreja e a Ciência. Roberto Ribeiro de Castro, 2013.

- Vaticano vai financiar pesquisas de células-tronco adultas. Jornal O Estadão, 23/04/2010.
http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,vaticano-vai-financiar-pesquisas-de-celulas-tronco-adultas,542140



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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Ideologia de Gênero levada às últimas conseqüências na Holanda

Começa na Holanda a poligamia gay


Na Holanda existe agora a multi-parentalidade gay ou as famílias homossexuais polivalentes. É disso que se trata e tomem cuidado para não se perderem entre os laços de “parentesco”.

Jaco e Sjoerd são um par de homens homossexuais “casados” um com o outro. Eles também têm um outro parceiro homossexual, Sean, que tem relações sexuais com ambos. Jaco e Sjoerd gostariam de se casar com Sean, mas, infelizmente, segundo eles dizem, tanto a poligamia heterossexual como homossexual ainda é proibida na Holanda: “Jaco e eu somos casados há oito anos. Infelizmente, não podemos casar com Sean, caso contrário, já o teríamos feito em um piscar de olhos”. Mas, prosseguindo, Daantje e Dewi são um par de lésbicas. Elas também são “casadas”. Os cinco se conhecem há anos. O par de lésbicas resolveu ter um filho através de uma sexta pessoa. Agora eles querem que esta criança seja educada por todos os cinco homossexuais. Assim, eles se dirigiram até o cartório para assinar um contrato regular de educação multigenitorial gay: “Cinco pais com direitos e deveres iguais, divididos em duas famílias: estas são as condições do contrato que todos nós assinamos e apresentamos ao escrivão”.

Mas, para os Países Baixos, este tipo de contrato não é juridicamente legal. No entanto, dado que cinco cabeças gay pensam melhor que uma só hetero, especialmente quando se trata de política igualitária, as duas “famílias” encontraram uma brecha. Na Holanda existe a possibilidade de que a mãe biológica nomeie para substituir o pai biológico ou cônjuge (também gay), um outro genitor legal. E assim Jaco foi nomeado genitor legal, em vez de Dewi. “Queríamos fazer de modo a ter certeza de que haveria um genitor legal em ambas as famílias, porque dividiremos também a educação”, disse essa última.

Esse caso holandês, que parece ter sido retirado do teatro do absurdo, é realmente muito ilustrativo porque abre os nossos olhos para a verdadeira revolução que a ideologia de gênero desencadeou tanto na antropologia como na estrutura familiar. Por trás de tudo se esconde uma lógica tão demente quanto férrea, que, se aceita, não fará outra coisa senão legitimar a multi-homo-parentalidade.

Primeiro: por que restringir o casamento a duas pessoas, se o ponto cardeal é o afeto? Três amigos não poderiam se querer bem o suficiente para querer se casar? Em segundo lugar, se dois gay — prossegue o argumento – podem buscar terceiros para ter uma criança, por que ela teria que ficar necessariamente restrita a uma só família?

Terceiro, se “família” é também aquela feita por um casal gay, porque a família não pode ser ainda composta por cinco gays?

Em quarto lugar, se uma criança pode vir ao mundo com a participação de quatro ou cinco pessoas, incluindo aí mães e pais biológicos, as mulheres que alugam o útero e outras que “doam” o DNA mitocondrial, por que tal criança não poderia ser educada por mais pessoas? Quanto mais pessoas o melhor, certo? Repetimos: se parte de você as premissas, deverá também aceitar as conclusões.

Estas quatro questões provocativas podem fundir-se em uma única reflexão. O caso ocorrido na Holanda encontra o seu coração pulsante em uma só palavra: “desejo”. O desejo, por sua própria natureza, se expande ao infinito. Se você deixá-lo correr à rédea livre, pode ter certeza de que ele jamais retornará ao seu ponto de partida, mas o levará para longe, muito longe.

E, de fato, essa história de genitores elevada à enésima potência tem um dinâmica centrífuga e no centro desta homo-lavanderia está o desejo. Um homem quer ter um relacionamento sexual com outro homem. Os dois querem “se casar”. Este par de “cônjuges” conhece um terceiro e tem em mente expandir a “família”. Os três conheçem um casal de lésbicas e querem ampliar ainda mais a “família”. O casal de lésbicas quer também se “casar” e, em seguida, querem um bebê. Todos os cinco desejam apaixonadamente ver crescer o bebê. E não tem ninguém para freá-los em suas intenções, porque agora se acredita que esses desejos são sacrossantos. Alguém do lado oposto diz que o certo seria proibir todas essas coisas, pois esses tipos de desejos não deveriam ser incentivados. Liberal sim, mas até um certo ponto. Um ponto bem plantado nas profundezas da loucura.



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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Progresso e Religião



Por: Francisco Razzo

"A religião é como o seio no qual tem origem os germes da civilização humana.” (Durkheim)

Em “Progresso e Religião”, obra das mais importantes do filósofo Christopher Dawson, encontramos uma análise sobre qual o verdadeiro substrato da cultura e o que a faz progredir. Sua tese é a de que uma cultura somente pode prosperar quando retira seu dinamismo da religião, pois ela fornece direta ou indiretamente o arcabouço intelectual da sociedade, indo desta forma contra o determinismo histórico vigente no século XIX e propondo uma visão espiritual da história.

Primeiro, o autor usa elementos de sociologia, história e antropologia em seu argumento contra a ideia do progresso pautada por fórmulas idealistas ou somente por transformações materiais. Sua crítica à teoria do progresso de Spengler ou da visão histórica de Hegel, bem como de interpretações históricas baseadas no racionalismo científico tais como a de Auguste Comte e do darwinismo social são exemplos disso. As visões determinísticas propostas por estas correntes do pensamento não dão espaço para o maior agente do progresso cultural: o espírito humano.

A partir do momento em que se questiona sobre as forças da natureza e suas transformações buscando causas para explicar o mundo, o homem torna a ciência e a filosofia possíveis. Mas é da religião, que existe como explicação de toda realidade, do mundo físico à moral, além dos movimentos do espírito, que o homem retira suas principais categorias cognitivas e, portanto, é a partir da visão religiosa que ele busca compreender o mundo que o cerca.

Partindo disso, o autor demonstra historicamente que os momentos de progresso cultural coincidem com o florescimento ou a reaproximação das grandes religiões. Também demonstra como as épocas em que houve afastamento ou declínio da religião dominante foram épocas decadentes.

Essa tese é posta à prova na história do ocidente. Dawson analisa o surgimento do cristianismo e seu efeito como único elemento capaz de conferir unidade cultural a uma Europa medieval fragmentada politicamente; bem como seus próprios renascimentos culturais como o carolíngio e o franciscano a partir de reaproximações com a mensagem original, ou as formas do renascimento fora da Itália a partir da reinterpretação do cristianismo pelos povos nórdicos e germanos. Também mostra como certas doutrinas que serviram de substrato cultural em momentos mais recentes na história européia, tal como a crença no progresso, retiraram sua base do pensamento religioso.

Por fim, o que gerou a atual decadência pela qual passa a cultura ocidental desde a segunda parte do século XIX foi a tomada de algo secundário à nossa cultura como fator principal. A tradição científica herdada dos gregos antigos teve papel preponderante na história européia por servir de impulso interno na cultura impossibilitando que ela se tornasse imóvel como as civilizações orientais em geral. Todavia, esta “religião da ciência” é incapaz de fornecer a base espiritual que o cristianismo forneceu à Europa e evitar a fragmentação e o enfraquecimento cultural sofrido pelo continente europeu desde que este retirou o elemento espiritual expresso na religião cristã como centro de sua cultura, trocando-a por uma fé no futuro.


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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Porque os carros são caros no Brasil?


É uma constatação muito triste e ao mesmo tempo revoltante: o Brasil, que é um país subdesenvolvido, tem automóveis mais caros do que em países desenvolvidos. Isso aparentemente não faz o menor sentido. Afinal, se somos mais pobres, deveríamos pagar menos pelo mesmo produto. Mas não é isso que ocorre na prática e os motivos são vários. Para se ter uma ideia, na Europa um carro popular custa aproximadamente uns 13 mil Reais. Aqui no Brasil para conseguirmos comprar um popular "pelado" (com itens básicos) temos que desembolsar cerca de 30 mil Reais, o que na Europa daria para comprar um Honda Civic top de linha tranquilamente. Vejamos alguns motivos para essa enorme disparidade de preços:

1- Altos impostos:

As informações de sites especializados indicam que os impostos representam cerca de 40 a 60% do valor total de um carro. Ou seja, quando compramos um carro à vista estamos, na verdade, pagando dois. Obrigado governo!

2- Taxação de importados (para proteger os nacionais):

Creio que não seja segredo para ninguém que o governo brasileiro protege as marcas "nacionais" (GM, VW, Fiat e Ford) de enfrentarem a concorrência de outras montadoras. O segredo é simples: o governo realizou um acordo com essas 4 grandes. Essas empresas instalaram suas fábricas no Brasil para gerar empregos; em troca, o governo taxa altos impostos as empresas de carros "importados" como Renault, Peugeot, Citroen, o que evidentemente eleva o preço desses carros. Assim, o governo consegue uma imagem de pai bonzinho, as empresas nacionais saem ganhando explorando uma espécie de cartel protegidas pelo governo e quem sai perdendo nessa história é o consumidor que paga mais caro. =)

3- Pressão sindical para preservar empregos:

Todo mundo está cansado de saber que os sindicatos pressionam o governo para que este force as empresas a continuar mantendo o emprego dos trabalhadores, sob ameaça de sérias multas no bolso dos empresários. Em épocas em que as vendas de automóveis caem, obviamente o ganho das empresas caem (é assim em qualquer empresa) e isso naturalmente provoca demissões já que as empresas não terão dinheiro suficiente para pagar todos os seus funcionários. Os sindicatos sabem que isso é um fenômeno natural mas, assim mesmo, insistem que as empresas devam manter todos os seus funcionários usando a força estatal para conseguir esse objetivo. Quando não há outra saída, as empresas são forçadas a aumentar o preço dos veículos para conseguir pagar seus funcionários. 

4- Parcelamentos em trocentas vezes:

Embora os 3 motivos anteriores tenham muita influência no preço final dos automóveis, devemos ser honestos ao dizer que, na verdade, o maior culpado pelos altos preços dos carros seja...você, consumidor. Sim, você mesmo! Ora, as empresas são espertas, quando elas vão inicialmente vender os seus carros, elas começam jogando o preço lá nas alturas. Se vender mal, elas reduzem; Se vender bem, elas mantém os preços. O que acontece no Brasil é exatamente essa situação: as empresas deixam os preços lá em cima. Os consumidores brasileiros aceitam e continuam comprando os carros. Assim, as empresas não veem nenhum motivo para baixar nada. Porque baixar preços se todo mundo continua comprando numa boa? A questão é que não compramos carros à vista e nem exigimos descontos. A maioria dos brasileiros compra carro parcelado em trocentas vezes (em 60 vezes geralmente) enviando às empresas a mensagem de que os preços que elas praticam são ótimos e que estamos felizes em continuar comprando seus carros.

CONCLUSÃO:

Para acabar com esses preços absurdos dos carros brasileiros é necessário consciência política e individual. Pois devemos exigir um governo melhor que reduza impostos, acabe com a máfia sindical e pare de proteger as empresas "nacionais"; E ao mesmo tempo devemos parar na medida do possível de alimentar essa mania de comprar carros parcelados. Temos que parar de criar circunstâncias que prejudicam a nós mesmos!




Referências:

http://www.terra.com.br/economia/infograficos/compare-precos-carros-brasil-mundo/

http://www.noticiasautomotivas.com.br/preco-do-carro-quanto-de-impostos-pagamos-para-ter-um-veiculo-na-garagem/

http://carplace.uol.com.br/senado-vai-discutir-alto-preco-do-carro-no-brasil-no-dia-25/

http://www.g37.com.br/index.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=13151


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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Você vive num país socialista? Pare de depender do governo!

Definimos aqui como país socialista aquele no qual os impostos são altos e o governo controla a maioria dos serviços que devem ser oferecidos à população, tais como energia elétrica, combustível, saúde, educação, asfalto, saneamento básico, segurança etc. Neste modelo político, inevitavelmente surge a mentalidade cultural de que a população precisa da eterna ajuda dos burocratas do estado para ter uma vida melhor.

Qualquer cidadão cético que observar esse modelo na prática perceberá rapidamente que o estado é incapaz de oferecer tantos serviços à população de modo eficiente. O asfalto e saneamento básico jamais alcançam as ruas; nos hospitais faltam leitos, remédios e instrumentos médicos; apagões elétricos são frequentes etc. Isto ocorre porque os políticos socialistas desejam ter cada vez mais poderes e a única forma de realizar este intento é manter a população na eterna esperança de que os serviços estatais um dia irão funcionar corretamente. 

Mas tal melhoria jamais irá ocorrer, pois a burocracia inerente a um estado gigante sempre o tornará uma entidade ineficiente, como uma pessoa que deseja realizar várias tarefas ao mesmo tempo e acaba não concretizando nenhuma delas. Ter consciência de que os serviços estatais jamais irão funcionar bem é o mais importante para aprender a fugir desta prisão cultural e mental.

Se você vive em um país socialista e gostaria de ter uma vida melhor, esqueça o governo e lute ao máximo para não depender dele. Odeio fazer listas (e esta a seguir também não precisa ser levada à risca), mas desta vez julgo necessário alertar e aconselhar os meus leitores sobre estas necessidades:

1- Consiga o máximo de dinheiro que você puder:
Além de ter um emprego em horário normal, arranje outras formas de ganhar dinheiro extra, trabalhe nos sábados e domingos em outros serviços, venda produtos na internet (redes sociais). Se você tiver tempo, trabalhe a noite também.

2- Evite gastos supérfluos:
Muitos brasileiros adoram gastar o pouco dinheiro que possuem com coisas desnecessárias: roupas e sapatos de luxo, celulares top de linha, computador mega-potente, baladas caras etc. Tudo isso no fim das contas é gasto supérfluo.

3- Guarde dinheiro na poupança:
A partir do momento em que temos consciência de que serviços públicos não funcionam, temos que ter uma grana em reserva para casos de urgência ou necessidade vital, como por exemplo, pagar uma consulta num hospital privado ou comprar remédios etc.

4- Compre um “motor de luz”:
Em países socialistas são constante os apagões de energia elétrica. Quem tem filhos conhece o sufoco de tentar fazer crianças dormirem num calor insuportável por não ter energia para fazer ventilador ou ar-condicionado funcionar, por isso compre um motor de luz para casos de apagões. Se você possuir dinheiro sobrando compre placas solares, quanto mais energia elétrica você puder ter, sem precisar do governo, melhor. Tarifas estatais tendem a ser massacrantes.

5- Faça o máximo de cursos que você puder:
Devido aos altos impostos em países socialistas, as empresas vivem decretando falência, por isso é importante ter bons cursos no currículo para se prevenir contra o desemprego. Estude bastante! Não há tempo a perder.

É evidente que existem outras estratégias que você pode adotar e, sem dúvida, elas surgirão conforme necessidades ou dificuldades de cada um, mas por ora esta lista já é um bom começo para levar uma vida confortável num país onde o governo acha que conseguirá oferecer serviços de qualidade para a população.




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domingo, 3 de maio de 2015

Antropoteísmo: a arrogância humana diante de Deus

Um fenômeno assustador está corrompendo nossa sociedade. Não de hoje que cientistas políticos já constataram que a mentalidade do povo brasileiro é “progressista”, ou seja, todos querem igualdade social a qualquer custo, mesmo que isso signifique golpear Deus.

A História começa mais ou menos assim: as pessoas se dizem religiosas cristãs. Então elas abrem a Bíblia e começam a ler, no desejo de conhecer melhor o que Deus espera de nós. De repente, chega um momento em que elas se deparam com vários versículos nos quais condena-se a prática do homossexualismo como um pecado abominável ou afirma-se que mulheres devem ser submissas aos seus maridos.

Ao ver essas passagens, as pessoas são tomadas por um horror quase sobrenatural. Elas percebem que as leis de Deus entram em conflito com seus desejos apaixonados por igualdade social. Assim, as feministas e os ativistas homossexuais se enfurecem contra Deus. Todos concluem que Deus (e seus seguidores) é preconceituoso e intolerante. Neste momento, O Criador do universo deixa de ser O Salvador da humanidade para se tornar o inimigo público número 1.

A arrogância está aqui: os seres humanos querem que Deus se curve aos seus desejos e caprichos. Querem que Deus se ajoelhe e peça perdão à humanidade por ser preconceituoso e intolerante com as minorias. O ser humano, este ser “maravilhoso”, torna-se o juiz e condena Deus!

O ser humano inverteu toda a ordem natural: Em vez de admitir que é fraco, pecador, corrupto e cheio de maldade e que deve obedecer a Deus e implorar pela misericórdia do Salvador, o homem projeta sobre Deus toda a podridão que lhe é própria. Criou-se uma nova religião na qual o ser humano é superior a Deus. É o Antropoteísmo. A nova religião secular na qual o ser humano é o ente supremo e Deus apenas um coadjuvante que deve oferecer-lhe prosperidade material, econômica e social, quando este solicita através de suas orações. Quanta arrogância!

Parece que muitos leram as escrituras sagradas, mas nem todos entenderam: Somos nós que devemos obedecê-lO. Somos nós que devemos explicações a Ele. Somos nós que devemos abandonar todos os nossos pecados e não “Deus que deve se tornar tolerante". Se quisermos nos salvar, se quisermos encontrar Deus e o Esplendor da Verdade, nós devemos nos esforçar para levar uma vida correta, nós devemos ser humildes e nos curvarmos às leis de Deus! Esta deve ser a preocupação central de um legítimo cristão: agradar a Deus!


Livro: Antropoteísmo – a religião do homem
Autor: Orlando Fedeli



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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Saúde: pública ou privada?

Os problemas relacionados ao setor de saúde causam preocupações no mundo inteiro. Sem saúde, o ser humano evidentemente não consegue realizar suas tarefas normalmente e nem viver sua vida com a tranquilidade que merece. No Brasil, o tema é tratado pela maioria dos burocratas como de fácil solução, afinal não faltam políticos em dias de campanha prometendo resolver do dia para a noite os problemas na área de saúde. Eles se esforçam para mostrar que a solução é relativamente simples: “basta eleger um novo político, trocar o partido que está no poder, investir mais dinheiro no setor, melhorar a infraestrutura etc...” ignorando por completo a realidade dos fatos. 

O que iremos demonstrar agora é que a raiz do problema é exatamente o modelo estatal. Para mostrar que nosso argumento não tem ideologia alguma, faremos uma comparação, entre o modelo estatal (público) e o modelo privatizado, baseada no realismo de funcionamento de ambos.

Pois bem caro leitor, vamos imaginar que existem pacientes desejando realizar um exame de raios-x, mas o hospital não possui a máquina adequada. Diante deste fato, qual seria a solução fornecida pela rede pública e a rede privada de saúde?

Rede privada:
Quando o hospital é privado, o administrador do hospital retira dinheiro do caixa e efetua a compra da máquina de raios-x. Se o hospital não tiver dinheiro em caixa, o administrador realiza um empréstimo num banco e compra do mesmo modo. A máquina chegará rapidamente, dependendo apenas da empresa de transporte.

Rede pública (estatal):
Quando o hospital é público, a compra da máquina de raios-x é um processo lento e extremamente burocrático. E funciona da seguinte maneira:

O hospital envia um documento (Ofício) comunicando à secretaria de saúde do estado sobre a necessidade urgente de efetuar a compra da máquina. Quando este documento chega à secretaria, ele percorre diversos setores lá dentro até finalmente chegar na mesa do secretário de saúde para assinatura. Este, por sua vez, encaminha o Ofício à Secretaria de Orçamento (ou órgão parecido). Dentro desta Secretaria, o documento percorre vários setores para finalmente chegar nas mãos do Secretario de Orçamento para este responder se há ou não dinheiro disponível no caixa do estado. Se a resposta for afirmativa, o Ofício é encaminhado ao Governador do Estado para assinatura e compra da máquina de raios-X. 

Notem que estou sendo otimista em acreditar que o governador irá mesmo assinar tal documento (algumas vezes isso não ocorre e o Ministério Público acaba tendo que intervir) e que não houve nenhum desvio de verba no meio desse processo

Enfim, representando isto num esquema seria mais ou menos assim:
Você consegue perceber a loucura burocrática existente no modelo estatal? Até essa máquina ser comprada de fato, várias pessoas podem ser prejudicadas ou mesmo morrer nas filas de espera. E é exatamente esta lentidão que causa a escassez. Percebam que nos hospitais públicos faltam remédios, equipamentos, máquinas, ambulâncias e às vezes até profissionais (porque só é possível trabalhar na rede pública se o estado realizar concurso público, o que demora anos para acontecer muitas vezes).

Por isso o modelo privado sempre será o mais eficiente, pois ele é simples e rápido. A burocracia envolvida nela é muito pouca e de tal forma que não prejudica os pacientes. Por isso seria bom privatizarmos todos os hospitais que atualmente são públicos. 

Mas e o custo?

Não obstante a comprovação da eficiência do serviço privado sobre o público, muitas pessoas se opõe a privatização da rede pública de saúde por achar que serviço privatizado custaria caro e causaria exclusão social das pessoas mais carentes. Entretanto, nem de longe isso seria verdade, pois vários fatores ajudam a reduzir os preços dos serviços: como por exemplo, isenção de impostos e concorrência entre os hospitais. Já abordamos essa questão no texto “Porque devemos apoiar privatizações”.

O que nos interessa por ora é mostrar que o modelo estatal é a raiz do problema e privatizar é a solução. Devemos lembrar ainda o seguinte:
O serviço público é sustentado com os impostos do povo. Assim pagamos impostos para termos serviços estatais de péssima qualidade. Já o serviço privado não precisa de imposto nenhum. Cada indivíduo paga do seu próprio bolso diretamente ao hospital privado.
Seja como for, em ambos os casos o povo paga. A diferença é que num modelo o serviço funciona, no outro não. Façam suas escolhas!

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